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MPF cobra planejamento para o verão

Princípio de incêndio em botijão no domingo é motivo de debate em reunião

14 outubro 2019 - 20h33
MPF cobra planejamento para o verão

A pouco mais de dois meses do verão, o Ministério Público Federal (MPF) quer garantias de que o ordenamento na Praia do Forte será melhor do que o da alta temporada que passou. A preocupação ficou ainda mais acentuada após o incidente ocorrido anteontem quando um botijão de gás começou a pegar fogo e chamou a atenção dos banhistas que estavam próximos. As chamas foram apagadas antes da chegada dos Bombeiros com água do mar. 

Apesar do susto, não houve feridos, mas o fato foi tratado ontem durante uma reunião envolvendo a Procuradoria da República em São Pedro da Aldeia, comerciantes que atuam na praia e representantes da Prefeitura de Cabo Frio. O encontro também serviu para tratar de aspectos gerais referentes à organização, em especial o número de mesas e cadeiras na areia, e a limpeza do local, um dos mais procurados por turistas e moradores durante o verão. Em entrevista concedida à Folha, em abril, o procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo disse que não haveria ‘desculpas’ para desordem nas praias no verão 2020.

– Temos que discutir as regras para o verão. Sobre a questão do gás, é uma novela antiga, tem até lei municipal, um TAC envolvido – disse o procurador, antes da reunião, que não havia sido encerrada antes do fechamento desta edição. 

A regulamentação e o uso de botijões de gás e outros materiais inflamáveis são permitidos por lei municipal há pouco mais de um ano. A utilização chegou a ser proibida por decreto instituído pelo ex-prefeito Marquinho Mendes, depois de haver problema semelhante ao registrado no último fim de semana, e um carrinho pegar fogo, no começo de 2018. À época, houve recomendação do Ministério Público Estadual pela proibição, que caiu mediante o compromisso dos ambulantes de se adequarem às normas de segurança e de realizarem a inspeção de segurança obrigatória. 
A Prefeitura informou que faz ações rotineiras de fiscalização na Praia do Forte, que são intensificadas em período de maior movimento, como na alta temporada. 

Na praia cheia, 
relatos de cobrança de consumação mínima

Com o aumento da temperatura e, em plena Semana do Saco Cheio, a Praia do Forte viveu, ontem, um dia típico de verão e ficou cheia até o cair da tarde. E, com isso, mais uma vez, mostrou os velhos defeitos, no que é um verdadeiro teste para a alta temporada.
O excessivo número de mesas e cadeiras e a presença ostensiva de ambulantes reduzia o espaço na faixa de areia para os banhistas. Na área da Duna Preta, praticamente não havia lugar para estender a canga e sentar, tamanha a quantidade de rodas de altinho na beira do mar.
– Venho há anos em Cabo Frio e é a primeira vez que eu vejo assim. Nunca tinha vindo nessa época. Sempre venho em julho. Agora, veja só, a maré está alta e, mesmo assim, tem essa montoeira de gente – disse Paulo Polito, de 63 anos, aposentado mineiro de Cataguases, que vai ficar em Cabo Frio até o fim da semana com a mulher e a filha adolescente.

Embora a reportagem não tenha observado a presença de agentes da Postura durante os 25 minutos que permaneceu no local, a questão não incomodou os visitantes. A principal queixa foi, na verdade, a cobrança de consumação mínima pelos barraqueiros.

– Para usar as cadeiras cobraram consumação mínima de R$ 30. Mas o pior foi no primeiro dia, no sábado, que cobraram os 10% de serviço sem avisar antes. Hoje (ontem) não cobraram aqui e por isso vou voltar – disse a também mineira Maria Dilma Assis Araújo, junto aos familiares em um ponto próximo à Avenida Nilo Peçanha.

O carioca Rafael Oliveira, 34, reclamou do preço do estacionamento (R$10) que, segundo passado pela fiscalização, deve ser renovado após as 18h. Ele também foi obrigado a consumir para usar a mesa e as cadeiras da barraca que o servia. 
– Não vi nenhum fiscal passando – relatou. 

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