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caso kayky

Motorista é indiciada por homicídio culposo

Pena, que conta com dois agravantes, pode chegar a oito anos

26 junho 2015 - 08h52

NICIA CARVALHO

Após um mês do atropelamento do menino Kayquy Lopes Guimarães Azevedo, de apenas sete anos, a Polícia Civil encerrou o caso com indiciamento de Roberta Pallotino Lopes Cerqueira, de 32 anos, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, que tem pena de dois a quatros anos. A pena, que teve dois agravamentos, sendo por omissão de socorro e falta de Carteira de Habilitação, pode ser aumentada de um terço a metade em cada situação, totalizando até oito anos. O crime aconteceu no fim da tarde do dia 25 de maio, quando a criança saía da escola, no Parque Burle, em Cabo Frio.
De acordo com a delegada titular da 126º DP de Cabo Frio, Flávia Monteiro de Barros, apesar de os depoimentos das testemunhas ouvidas no processo indicarem que Roberta esboçou parar o carro para prestar socorro, mas que não o fez por receio de ser agredida, o agravamento da pena incide no caso, conforme prevê o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro.


– Ela disse em depoimento que tentou parar, mas que ficou com medo. Contudo, o fato é que ela não prestou socorro. A motorista poderia ter parado mais adiante e procurado auxílio de alguma autoridade, como diz a lei. Essa atitude não caracterizaria o agravamento – explicou.


Com o encerramento do inquérito, o caso segue para o Ministério Público e depois para o judiciário. A delegada explicou ainda que, além das testemunhas ouvidas, que disseram que o menino morreu no local, imagens de câmeras de segurança de comércios e residências no local foram utilizadas na investigação. Por ocasião do acidente, um tio do menino acompanhava a criança na saída da escola.
No dia seguinte ao crime, Roberta se apresentou à delegacia e assumiu não possuir Carteira de habilitação. Em depoimento, Roberta afirmou que na hora do acidente estava sozinha no carro, um Mitsubishi ASX branco.

Avó lamenta falta de socorro e vai à Justiça
A avó do menino Kayquy, Martiliana Lopes Guimarães, de 62 anos, voltou a dizer ontem que lamentava falta de prestação de socorro por parte da motorista e afirmou que vai à justiça para pedir indenização pela morte da criança. Em entrevista exclusiva à Folha, uma semana após o acidente, ela havia afirmado que não entendia a fuga de Roberta, mas que a perdoava.


– Já conversei com uma advogada e vamos entrar na justiça pela indenização. Sei que não vai trazer meu neto de volta. Nada vai – lamentou ontem, emocionada ao ver na TV o resultado do inquérito policial.

*Matéria completa na edição impressa da Folha dos Lagos desta sexta. 

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