Assine Já
segunda, 19 de outubro de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 9204 Óbitos: 470
Confirmados Óbitos
Araruama 1843 108
Armação dos Búzios 572 10
Arraial do Cabo 273 15
Cabo Frio 3049 166
Iguaba Grande 802 38
São Pedro da Aldeia 1427 63
Saquarema 1238 70
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

Moradores e comerciantes reclamam de abusos na Avenida Joaquim Nogueira

Irregularidades incomodam e cenário não mudou após reforma

13 junho 2014 - 20h35
Moradores e comerciantes reclamam de abusos na Avenida Joaquim Nogueira
Mesmo após as obras da Avenida Joaquim Nogueira, em São Cristóvão,  Cabo Frio, quem precisa transitar pelo bairro encontra o mesmo cenário de antes. Carros estacionados nos dois lados, motociclistas trafegando na ciclovia, carros de agências e oficinas espalhados pelas vagas recém-criadas ao longo da via. Sobram  reclamações e denúncias de comerciantes e moradores sobre os abusos das oficinas e agências de carros. A fiscalização da prefeitura, segundo eles, é  nenhuma. O governo municipal, por sua vez, afirma que uma viatura fica exclusiva para o patrulhamento no local.
Mas, no período de cerca de uma hora em que a reportagem da Folha dos Lagos esteve na avenida, não havia nenhum guarda municipal ou agente de posturas da Prefeitura de Cabo Frio. Segundo os comerciantes, as oficinas e agências fazem das vagas de estacionamento ponto de exposição de carros. Os abusos – como estacionamento nos dois lados da via, dificultando trânsito e passagem de pedestres – são recorrentes. A cena é familiar e poderia retratar qualquer uma das ruas da cidade, principalmente as do Centro. 
– Eles (agências e oficinas) se apropriam de quase todas as vagas. Não sobra para morador, muito menos para clientes. A fiscalização não existe – queixa-se Carlos Uhlmann, 68, que trabalha na Kinka’s Auto Peças há sete anos. Segundo ele, as agências têm os carros e não têm onde parar. Aumenta o coro o gerente Léo Souza, da Lagos Máquinas e Equipamentos. 
– É um absurdo o que acontece aqui todos os dias. Tivemos que pedir ao condomínio ao lado da loja para usar as vagas para nossos clientes. A oficina vizinha a nossa ocupa todas as vagas deste trecho o dia todo, até na frente da loja – reclamou o gerente, acrescentando que têm perdido vendas por conta disso.
– O setor de Posturas não vem e a Guarda Municipal, quando vem, acaba sempre tudo em pizza. No projeto a prefeitura disse que a cada intervalo haveria área para carga e descarga. Cadê? Não existem – denunciou Luciano Neves, 43, dono da loja, continuando: 
– Como essas agências conseguem alvará de funcionamento se eles não têm onde guardar o carro dentro da loja? É tudo política – disparou.
Na Rapal Auto Peças a situação se repete e, para o gerente Mário Joaquim, 50, falta segurança na avenida.
– Atrapalha um pouco. E o policiamento é nenhum, não se vê por aqui – contou ele.
Na Chic e Elegante, mais reclamações, desta vez da vendedora Lidiane Tavares, 19.
– Atrapalha bastante a falta de fiscalização. O cliente chega e não tem onde parar porque as vagas ficam ocupadas direto pelas agências e oficinas. Muitos carros ainda ficam parados em frente à loja – entregou.
Na Arca Celular as reclamações são ainda mais duras.
– Continua tudo na mesma, só ficou bonito.  Não é nenhum pouco funcional. São pouquíssimas vagas, não suprem as necessidades da avenida. Então todo mundo continua parando nos mesmos lugares – reclamou Daiana Carvalho, 28, dona da loja.
O secretário de Ordem Pública, Adalberto Porto, afirmou que existe fiscalização da guarda, mas que a atuação é limitada.
– Se ficar comprovado que os carros são mercadoria, a Posturas autua e retira. Quando os carros estacionam, a Guarda não tem poder de multar. Só a Postura notificar e chamar a gente. Fora isso não temos como fazer nada – minimizou Porto.
Quanto à fiscalização e os carros estacionados em calçadas, Adalberto Porto afirma que a ordem Pública é atuante.
– Temos uma viatura só para a Joaquim Nogueira, no entorno e nas transversais. Fica o dia todo rodando por ali. Os carros na calçada podemos multar, fora isso não – explicou, acrescentando que aguarda o término das obras da avenida – mudança para fiação subterrânea e diminuição das calçadas – para implantar as mudanças que faltam: entre elas, alteração de sentido de rua. Entre as sugestões para as melhorias, moradores e comerciantes apostam na cobrança de estacionamento rotativo como possível solução para o problema.
– Se houver cobrança vai sobrar vaga – opinou o aposentado  Mauro César, 56.