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Moradores do Peró reclamam da superlotação e da falta de água e fiscalização no feriado de Réveillon

Problemas levantaram novamente pedidos para estudo de carga do bairro

04 janeiro 2021 - 16h12Por Paulo Roberto Araújo (colaboração)

A tradição se repetiu. Um dos destinos mais procurados na Costa do Sol, o bairro do Peró, em Cabo Frio, voltou a sofrer com a falta de água no feriadão do réveillon. Em alguns condomínios, a água da concessionária Prolagos só chegou até o dia 24 de dezembro. Mais uma vez, os moradores tiveram que recorrer a carros pipa. Os caminhões, contudo, não conseguiram chegar a alguns condomínios por causa da superlotação do bairro, deixando as ruas intransitáveis para veículos de grande porte.

Além da falta de água, o Peró sofreu com a falta de fiscalização na praia e na Praça do Moinho, principal área de lazer do local. Carros estacionaram na porta de garagens, nas calçadas e em outros locais proibidos. Como não havia guardas, o trânsito deu um nó nas vias centrais. Na Ogiva, um baile funk infernizou a vida dos moradores da Avenida Marlim. A Praça do Moinho foi tomada por ambulantes. Também faltou luz em várias ruas.

Os problemas levantaram novamente o pedido dos moradores sobre a necessidade de um estudo sobre a capacidade de carga do Peró. Por causa da superlotação, o transporte público foi prejudicado (os ônibus não conseguiram chegar no final do bairro), assim como a coleta de lixo e a carga e descarga no comércio. Outro problema é a falta de controle no aluguel de casas. Além disso, a zona urbana vem recebendo os veículos cujos donos fogem da cobrança de estacionamento na Praia das Conchas e Ilha do Japonês:

-- A minha sugestão é fazer um portal de entrada para limitar a quantidade de veículos para deixar a praia suportável – sugeriu Sydnei Corrêa.

As chuvas agravaram o problema da superlotação, já prevista por especialistas em turismo por causa da pandemia, que limitaram as viagens para o exterior e para o Nordeste por via aerea. Sem saneamento, as galerias de águas pluviais, que também recebem esgotos por falta de rede separativa, as ruas ficaram inundadas, principalmente próximo aos shoppings, onde há maior concentração de público à noite.

-- O bairro não tem o mínimo de estrutura para suportar tantas pessoas. Há dias estamos sem água e com problemas de queda de energia – lamentou o morador Arlindo de Souza Carvalho.

Os síndicos estão revoltados e planejam recorrer à justiça porque todos os condomínios, assim como as casas, pagam tarifa mínima de valor elevado à Prolagos durante a baixa temporada. A concessionária argumenta que a tarifa é para garantir o abastecimento regular na alta temporada, o que não vem acontecendo há anos.

-- Tive que recorrer aos caminhões pipa. Temos 85 unidades, 60 ocupadas, e um restaurante. Há dez dias que não cai uma gota de água. Estou recebendo as pipas na madrugada, quando é mais fácil o tráfego dos caminhões – disse José Antônio Moreira, do flat Âncora.

A Prolagos informou, através de nota, que está operando o sistema de abastecimento de água com carga máxima, no entanto, com o alto consumo por conta do aumento populacional a pressão nas redes diminui, principalmente nos pontos mais distantes e elevados, sendo necessário reforçar o fornecimento nas áreas mais impactadas, através da rede ou com carros pipas. A Prolagos está à disposição dos usuários pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (0800 7020195) e pelo WhatsApp (22 99722 8242).

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