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Moradores de São Cristóvão relatam problemas e reivindicam soluções

Insegurança, ruas esburacadas e o abandono da praça foram alguns pontos citados pelos entrevistados 

30 maio 2019 - 09h20
Moradores de São Cristóvão relatam problemas e reivindicam soluções

Um dos mais tradicionais de Cabo Frio, o bairro de São Cristóvão se desenvolveu a partir do efervescente comércio da região. Porém, em 2019, muitas são as demandas e reclamações feitas por moradores e comerciantes que há muito esperam ações do poder público. Entre os principais anseios estão melhorias na infraestrutura – foram muitas reclamações sobre ruas esburacadas e do abandono da praça do bairro – e pedidos para que haja aumento de policiamento no bairro. 

O comerciante Zonildo Lima da Silva, 69, trabalha há 45 anos na Avenida Joaquim Nogueira. Para ele, a infraestrutura do bairro é o ponto mais urgente a ser solucionado.

– Um dos grandes problemas do bairro é a parte de infraestrutura. Tem muitos buracos, tanto na Avenida Joaquim Nogueira, quanto nas ruas adjacentes. Além disso, depois que quebraram toda a avenida principal, qualquer chuva que dá, alaga tudo. Quando os ônibus e carros passam, jogam água para dentro da minha loja – disse. 

O estudante Marcos Roberto, 19, e o vendedor Ricardo Azevedo, 40, também reclamam dos buracos. 

– O bairro tem muito buraco. É só você procurar que acha. Vez ou outra tem carro estourando pneu por aqui. Além disso, quando chove não tem como sair na rua direito, porque alaga tudo – declarou  Marcos.

Ricardo emendou:

– De fato, se existe algo que a prefeitura poderia fazer de forma emergencial é asfaltar as ruas ou, no mínimo, tapar os buracos que existem nas ruas do bairro, porque são muitos!  

O atual estado da praça do bairro também foi alvo de reclamações. 

– Um dos grandes problemas do bairro é essa praça, que está completamente abandonada, sem manutenção e, além disso, eu acho que deveria ter a presença da Guarda Municipal aqui também, para dar mais segurança e ordenar o local – disse a comerciante Carla Santos, de 49 anos.

Já a garçonete Deisy Silva, de 29 anos, ressalta a importância da imediata atuação da secretaria de Assistência Social no local, que tem se tornado ponto de moradia de pessoas em situação de rua.   

– Tem muita coisa para falar sobre o bairro, mas acho que é preciso olhar para a situação dessas pessoas na praça, que eu não sei se estão em situação de rua, mas que de vez em quando incomodam os pedestres pedindo dinheiro, e a secretaria de Assistência Social não faz nada. É preciso tomar uma providência e cuidar dessas pessoas – afirmou. 

Como já é praxe, a segurança não ficou de fora das preocupações demonstradas pelos entrevistados. 

– A segurança é a principal carência do bairro. Eu me sinto insegura andando por essas ruas, porque nós não temos tanto policiamento aqui nas redondezas quanto deveríamos ter. Eu atravesso essa praça todos os dias e a gente percebe isso – relatou a vendedora Rita Peçanha, de 49 anos. 
O chaveiro Júlio César, 38 anos, trabalha há 10 anos no bairro e também reclama da falta de segurança. 

– O pessoal já fica em alerta, porque a viatura nem sempre passa. E, quando passa, como o bairro é grande, é difícil cobrir tudo. Algo que eu acho que poderia ser feito para coibir isso é colocar um trailer da Polícia Militar ou da Guarda Municipal ali na praça, pois já daria mais segurança aos moradores – disse. 

Em nota, a Prefeitura de Cabo Frio informou que “a primeira parte da Operação de Recuperação das vias da cidade, ocasião em que foram utilizadas mais de 130 toneladas de massa asfáltica, abrangeu as vias de maior fluxo do município e que, em São Cristóvão, a Avenida Joaquim Nogueira e a Expedicionários da Pátria foram atendidas prioritariamente”. De acordo com a nota, uma segunda fase da operação vai abranger outras ruas de São Cristóvão.

Quanto à situação da Praça de São Cristóvão, a prefeitura respondeu que “os agentes da Guarda Municipal realizam rondas periódicas, diariamente, com viaturas e a pé e, pela proximidade com a sede da Guarda Municipal, não há a previsão da instalação de um ponto fixo”, e informou ainda que “as pessoas em situação de rua têm sido constantemente abordadas pelos agentes do CRAS, mas muitas se negam a ir para o abrigo municipal e não podem ser retiradas à força”. Ainda de acordo com a nota, “são feitos levantamentos sobre a situação de saúde dessas pessoas e, quando aceitam, são encaminhados para atendimento na rede municipal de Saúde”.