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Moradores da Gamboa pedem volta de barca

Moradores e lojistas querem mais uma forma de acesso para o bairro cabofriense

17 junho 2016 - 09h17Por Gabriel Tinoco
Moradores da Gamboa pedem volta de barca

Pessoas que trabalham na Gamboa e moradores do bairro reclamam que a falta da embarcação aumenta muito o tempo de deslocamento (Reprodução)

Moradores e comerciantes da Gamboa, em Cabo Frio, pedem pela volta da balsa que transporta pessoas do Canal do Itajuru até o bairro. Eles afirmam que a barca é fundamental para ajudar pessoas idosas a irem até o centro da cidade. Além disso, o setor lojista quer melhorar o acesso de turistas a centros comerciais como a Rua dos Biquínis.

A Folha tentou entrar em contato com a Comunicação da Prefeitura de Cabo Frio. Nenhuma ligação foi atendida.

O presidente da Associação de Moradores da Gamboa, Edson Francisconi, vê inúmeras facilidades com o retorno da balsa.

– A importância é grande, faz falta. Essa demanda já vem se arrastando durante dois anos. Facilita tanto a vida do morador como a do turista. É um transtorno subir aquela ponte, principalmente para as pessoas idosas – explica.

Uma moradora identificada apenas como Patrícia pretende fazer um abaixo-assinado.

– Precisamos que a barca volte a funcionar fazendo as embarcações de passageiros da Gamboa ao Centro e vice-versa. Mesmo que cobre uma taxa, vale a pena. Ela é muito útil para nós, moradores e comerciantes. Os turistas de Cabo Frio também podem embarcar nesta barca e visitar a Rua dos Biquínis. Quero fazer um abaixo assinado e entregar ao órgão responsável. Temos filhos pequenos e dar a volta pela Ponte Feliciano Sodré é um pouco desconfortável. Além disso, há uma demora para atravessar a ponte e ainda corremos riscos. Com a barca funcionando, levamos um minuto para atravessar de um lado pro outro. Não têm escolas particulares na Gamboa e nem nos bairros vizinhos, somente no centro de Cabo Frio e nem todos os moradores tem carros para levar seus filhos até lá.

A vendedora da loja Beleza de Bali, na Rua dos Biquínis, Edineia Navarro, ouve turistas perguntarem frequentemente sobre a travessia pelo canal.

– A barca faz falta. Muitos turistas perguntam por ela. Além disso, também faz falta para os moradores, porque querem vir com embrulho de compras e tem que carregar aquele peso todo ao subir a ponte. Com a barca, o caminho fica mais leve – comenta.

A estudante Eduarda Lischt diz que a barca desafogaria o fluxo na Ponte Feliciano Sodré.

– Seria bom porque reduziria o fluxo de pessoas na ponte. Aquilo ali fica uma loucura. Os ciclistas são obrigados a empurrar a bicicleta pela pista da ponte, o que é muito perigoso. Com a volta da barca, melhoria bastante essa situação. O espaço na ponte é muito curto. Não dá nem para duas pessoas – finaliza.