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Bebê

Menina que caiu em cisterna precisa de ambiente estéril após alta

Bebê fica com encefalopatia

21 agosto 2015 - 09h22

NICIA CARVALHO

 

A qualquer momento a meni­na Lara Vitória dos Santos Fi­gueira, hoje com um ano e três meses, pode ter alta do Hospital Municipal da Criança, em Cabo Frio, onde está internada desde o dia dois deste mês. Mas para receber alta, ela precisa de um ambiente o mais estéril possível devido à traqueostomia que a auxilia a respirar e à gastrono­mia, sonda pela qual recebe os alimentos.

A criança foi diagnosticada no Hospital Regional de Araru­ama, onde ficou até o início des­se mês, com encefalopatia, uma alteração patológica provocada depois que o cérebro ficou sem oxigenação, quando a menina caiu em uma cisterna, em abril deste ano, em São Pedro da Al­deia. A tia de Lara, Fernanda Rosa dos Santos, 32, e o marido, que é pedreiro, moram no Jar­dim Esperança com os dois filhos, estão construindo uma casa para a família em São Jacinto. Porém, com a urgência de um ambiente adequado para Lara, os recursos são poucos para terminar em pouco tempo.

– Precisamos de apoio, de alguma ajuda para terminamos ao menos um quarto em que ela possa ficar. Começamos a obra, mas o estado de saúde dela ins­pira cuidados e não temos condi­ções sozinhos de terminar – apelou. Ela contou que a sobrinha recebeu doações, como fraldas e latas de leite, de funcionários do Hospital da Criança e de amigos.

                                                                        

Fernanda explicou ainda que ganhou a guarda da menina por ocasião do acidente. O motivo foi porque a mãe de Lara, que é sua irmã, “é envolvida com drogas e sumiu no mundo”. Ao conduzirem o pai da criança a delegacia, policiais civis verifi­caram que havia dois mandados de prisão em aberto contra ele.

Na época, a mãe de Lara in­formou à Polícia Civil que dei­xou o bebê sob os cuidados do pai que, supostamente, estaria embriagado. A ocorrência foi registrada como lesão corporal culposa. Devido aos cuidados constantes que a criança precisa­rá, Fernanda contou que terá que deixar o emprego como auxiliar de classe em uma escola pública do município.