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dia dos namorados

Melhor amor, melhor idade

Casais comemoram longevidade do relacionamento

12 junho 2015 - 09h07

“Que seja infinito enquanto dure”. Tem sido assim para alguns apaixonados em Cabo Frio. Mas, ao contrário do que diz a frase de Vinicius de Moraes, o sentimento caminha a longos passos para durar para sempre. A Folha procurou alguns casais que ultrapassaram as barreiras do tempo e mostraram que, para amar, não há duração e nem idade. As histórias são diferentes, mas os inúmeros Dias dos Namorados vividos são um traço em comum entre os apaixonados.

Joelma Fidalgo, 70, comemora as bodas de prata no ano que vem. A filantropa conheceu o marido Elson Fidalgo, 76, ainda na década de 1950, quando ambos se mudaram para Cabo Frio. A relação, que dura 49 anos, foi embalada por trilhas sonoras como a Jovem Guarda e clássicos do bolero.

– Em 1958, nós dois viemos morar em Cabo Frio. O Elson saiu do Rio de Janeiro para trabalhar na Álcalis e eu vim morar com o meu irmão. Coincidentemente, nós moramos na mesma rua, na Avenida Teixeira e Souza. Então, começamos a sair juntos com a mesma turma de amigos. Fomos para os bailes na Associação Atlética Cabofriense e no Tamoyo. Dançávamos ao som do Roberto e do Erasmo – lembra Joelma, aos risos.

Já o aposentado Elson Fidalgo não esquece dos passos de bolero pelo salão nobre do Tamoyo Esporte Clube. 

– Antigamente, sair para um baile era a diversão dos jovens. Era muito legal dançar um ‘dois para lá, dois para cá’ – conta ele, cantando o refrão do clássico de Elis Regina logo em seguida.

A filha do poeta, Ercília Carriço, que também é colunista da Folha, tem uma relação de mais de quatro décadas com Wanderlei Augusto Porto. Após tanto tempo juntos, ela aproveita para fazer uma comemoração dupla hoje. Afinal, o marido faz aniversário em pleno Dia dos Namorados. E é com esse entusiasmo que ela relembra os primeiros encontros.

– Há muitos anos, observava o Wanderlei passando em frente à casa do meu pai diariamente. Ainda morava em Arraial do Cabo. Certo dia, não me lembro bem o motivo, paramos para conversar e nos tornamos amigos. Trocávamos gibis, mas eu já tinha mais de 20 anos na época. Ele era muito tímido e eu não. Então, agarrei e dei um beijo nele. Desde esse dia, co- meçamos a sair, íamos para blocos, namorávamos nas canoas à noite... que hotel mil estrelas! A gente envelhece, mas o sentimento fica dentro da gente. A receita de um relacionamento longo é ter memória ruim. Se você tem uma memória boa, você lembra das brigas e acaba brigando novamente – diz ela. 

*Matéria completa na edição impressa da Folha desta sexta.