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Marquinho

Marquinho Mendes: '‘Vamos cortar comissionados e contratados pela metade’

Prefeito eleito reafirma que eliminará despesas e admite empréstimo para quitar dívida com funcionalismo

29 dezembro 2016 - 07h55

Em uma das últimas entrevis­tas antes de assumir a Prefeitu­ra de Cabo Frio, no programa ‘Cidade Viva’, da Rede Lito­ral News, Marquinho Mendes (PMDB) reafirmou que pretende fazer um drástico enxugamento da máquina logo após a posse e que metade dos atuais 8 mil cargos em comissão e de con­tratados será extinta. O objetivo, segundo ele, é reduzir em R$ 10 milhões a folha de pagamento, que hoje é de R$ 25 milhões.

Durante a entrevista com o jornalista Moacir Cabral, Mar­quinho, pela primeira vez, ad­mitiu que buscará empréstimo bancário para quitar os salários atrasados com o funcionalismo que, apenas com efetivos, ele acredita beirar os R$ 70 milhões. Mas nem só com cortes e crédi­to ele pretende tocar a gestão. O prefeito eleito também adiantou o que pretende fazer para au­mentar a arrecadação própria do município como, por exemplo, anistiar juros para que os con­tribuintes regularizem o IPTU e acenou com políticas de isenção fiscal para que empresas se esta­beleçam na cidade.

Bem humorado em alguns mo­mentos, apesar da situação, Mar­quinho falou ainda sobre os seus planos para a UPA, ano letivo, relação com os deputados Janio e Silas Bento, confirmou a volta do Prêmio de Comunicação para novembro e, claro, fez duras crí­ticas à gestão de Alair Corrêa (PP), prestes a se encerrar. So­brou até para o ex-secretário de Turismo de Alair, Milton Roberto, que fez pergunta irô­nica sobre o Centro de Conven­ções pelo WhatsApp.

– Por que ele não fez quando foi secretário de Turismo e teve condições de fazer? Ninguém que fez parte desse governo desastroso pode me cobrar nada – disparou.

Confira abaixo os trechos mais importantes da entrevista.

Transição e dívidas

“De forma oficiosa, são quatro folhas atrasadas que vamos ter que hon­rar em janeiro. Três salários, o 13º deste ano e parcelas do ano passado também. Com os estatutários a dívida chega a R$ 70 milhões, R$ 75 milhões”.

Empréstimo

“A partir de segunda-feira, vou com o secretário de Fazenda (Clésio Guima­rães) verificar a taxa de juros cobrada pelos bancos e pedir autorização para a Câmara especificamente para o pagamento dos atrasados. Mas o valor ainda não tenho como saber.”

Saúde

“Não vamos fazer milagre de botar hospital para funcionar em um dia, mesmo porque o processo licitatório demora. Vamos colocar UPA e HCE para funcionar e depois partir para os hospitais e postos de saúde”.

Posse

“Não vou fazer festa. Não pode ter festa nesse momento. Como pode ser feita nesse momento com as pessoas passando fome?”

Incentivos fiscais

“Tenho que oferecer um produto melhor que meus vizinhos. Quero proporcionar vantagens maiores que as de São Pedro para que as empresas venham para Cabo Frio e não para São Pedro. Tenho uma equipe fazendo um estudo técnico e uma área próxima à Estrada da Integração para fortalecer o distrito de Tamoios”.

Dívida Ativa

“Chega a uns R$ 500 milhões. A meta é recuperar R$ 100 milhões em 2017”.

Regularização do pagamento

“Vamos pegar o caixa zerado. Vamos começar a trabalhar para que a popu­lação pague os seus impostos. Mas tem os repasses. Quero honrar o mês de ja­neiro e com o excedente da arrecadação pagar um atrasado. Se der dois, ótimo.”

UPA

“Vai ter gestão. Foi uma reabertura polí­tica. Não veio para ajudar a população. Foi para não deixar o recurso acumu­lado do Governo Federal para mim. Lá não tem nada. A UPA e nada é a mesma coisa. Temos que reequipá-la e reade­quá-la para colocá-la em condições”.

Relação com Janio e Silas

“O Estado está em situação pior que a de Cabo Frio e não acredito na ajuda dos dois. Mas estou de braços aber­tos para receber recursos para nossa administração”.

Revisão dos royalties

“Não conto com o dinheiro antes de entrar na conta. Mas isso, assim como o aumento do preço do barril, são dados favoráveis”.