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Marquinho estipula prazo de 100 dias para pôr ordem na cidade

Período servirá para dar 'limpeza na casa', segundo o prefeito

02 janeiro 2017 - 23h09Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Marquinho estipula prazo de 100 dias para pôr ordem na cidade

No primeiro dia útil de mandato, ontem, a agenda do prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes (PMDB), ficou lotada de compromissos, afinal não há tempo a perder na tarefa de tirar a cidade do buraco. E o prazo para, pelo menos, tentar recolocá-la nos trilhos da normalidade já foi estipulado: a emblemática data de 100 dias, isto é, no próximo dia 10 de abril.

Em meio a reuniões com a equipe, visitas a unidades de Saúde e atendimento à população, Marquinho recebeu a reportagem para um bate-papo no seu gabinete, cuja decoração estava reduzida ao mínimo, uma vez que assim como no restante da sede, vários itens foram retira­dos nos últimos dias da gestão de Alair Corrêa.

– Eles deixaram essa cidade destruída, falida. Aqui está a pro­va, só no prédio administrativo, a gente vê o desleixo da adminis­tração passada. Aqui, eu ainda sou um pouco privilegiado por­que deixaram o ar funcionando. O resto levaram tudo – ironizou.

Assim como fez nos meses entre a eleição e a posse, Mar­quinho bateu novamente na te­cla do discurso de reconstrução da cidade, mas pediu paciência à população e disse que os pri­meiros tempos serão ‘de sacrifí­cios’. Mas, em plena alta tempo­rada, alguns setores não podem esperar.

Com a greve dos funcionários que atuam na organização das ruas da cidade, foram contrata­dos temporariamente 280 agen­tes, sendo 180 para trabalhar na Postura e 100 na Guarda Mu­nicipal. Para atender à área de Saúde, que fica sobrecarregada nesta época do ano, foi normali­zado o atendimento nas Unidade de Pronto Atendimento do Par­que Burle e de Tamoios. O HCE, contudo, permanecerá aberto. Por sua vez, o Hospital da Jar­dim Esperança, antes restrito às internações, também voltará a atender emergências. O Hospital da Criança, no Guarani, ficará fechado por tempo indetermi­nado para reestruturação. Deste modo, o atendimento e a inter­nação pediátricas serão transfe­ridos para uma ala do Hospital da Mulher, no Braga, reaberto ontem.

– Os 100 dias são para ‘limpe­za da casa’, para depois a gente conseguir deslanchar no que diz respeito à cidade como um todo – disse Marquinho.

No entanto, deslanchar signi­fica alavancar as receitas e fazer os necessários cortes na folha de pagamento. Para isso, de acordo com o prefeito, já estão sendo preparados decretos municipais em conjunto com a Procurado­ria-Geral e a equipe financeira. Uma série de mensagens também já estão sendo preparadas e, em breve, serão enviadas à Câmara Municipal. Uma das primeiras será um projeto de lei que estipu­lará condições facilitadas de pa­gamento das cotas atrasadas do IPTU, com direito a anistia das multas e juros. Os benefícios, ele acredita, serão a médio prazo.

– Todos terão que entender que as soluções não serão de imediato. Não podemos come­ter erros. Tem que ter um pou­quinho de paciência para que a gente possa avançar – planeja Marquinho.