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Marinha investiga despejo de óleo no mar

Equipes de inspeção naval fazem análises para verificar extensão do dano e confirmar procedência do material

05 abril 2019 - 08h57
Marinha investiga despejo de óleo no mar

TOMÁS BAGGIO

 

A Marinha do Brasil disse ontem que a Delegacia da Capitania dos Portos em Cabo Frio está investigando o despejo de óleo que chegou no dia anterior em praias de Arraial do Cabo e Búzios. A Capitania dos Portos informou que foi comunicada do acidente ambiental pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e deu início aos procedimentos de investigação.

“A Delegacia da Capitania dos Portos de Cabo Frio enviou, imediatamente, duas equipes de Inspeção Naval, a fim de verificar a extensão do dano e colher amostras de óleo. Além disso, avaliou as condições de segurança da navegação e proteção da vida humana no mar e monitora também a situação em conjunto com o IBAMA e com a Petrobras. A Marinha do Brasil, após confirmar que a poluição é proveniente de embarcação, instaurará Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas do incidente, bem como eventuais responsabilidades”, diz a nota enviada pelo Comando do 1º Distrito Naval.

A Secretaria do Ambiente de Arraial do Cabo disse ontem que vem se reunindo com Inea, ICMBIO, IBAMA e Marinha do Brasil para apurar a origem do material que, além da Prainha, chegou também às Prainhas do Pontal do Atalaia.

De acordo com o secretário do Ambiente, Arildo Mendes, após uma análise visual do material, as equipes trabalham com a hipótese de que o óleo seja de alguma plataforma móvel que operou ou esteja operando próximo à costa da região. Ainda de acordo com Arildo, o IBAMA vai coletar uma amostra do óleo nesta quinta-feira, para fazer a análise. 

– A Capitania dos Portos e a Agência Nacional de Petróleo também foram informadas da situação para que haja apuração para sabermos de onde veio esse óleo – completou o secretário.

Equipes da Secretaria de Serviços Públicos estiveram ontem nas praias atingidas realizando a limpeza da areia. A ação é realizada com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, por meio da Guarda Municipal e Defesa Civil, que isolaram a área. Representantes do Inea, além da Guarda Ambiental e Fiscais da Secretaria Municipal do Ambiente também estão acompanhando a operação. 

O Inea reforça que as praias afetadas não estão interditadas e que foram isoladas apenas para a limpeza da areia, pois o material possui alta aderência e quando, em contato com a pele, tecido ou objetos, a remoção só é feita com óleo vegetal.

Óleo chegou também em Búzios – Em Búzios, a Prefeitura informou que, ontem pela manhã, frequentadores da Praia Brava relataram a ocorrência de óleo no local. Fiscais ambientais e agentes da Guarda Marítima de Búzios estiveram na praia e coletaram amostras de material. 

“Imediatamente entramos em contato com o CENPES - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello da Petrobras, os técnicos da Bacia de Campos e  as empresas que assessoram a Petrobras nestas ocorrências. À tarde, recebemos um retorno da empresa de que estará amanhã (sexta), juntamente com o IBAMA e a nossa equipe, nas praias de Búzios e da Região dos Lagos. O material que coletamos, segue para analise”, diz a nota da Prefeitura de Búzios. 

“É provável que o material que chegou até as praias não é óleo cru vindo das plataformas, e sim, material proveniente de limpeza  de tanques de grandes embarcações. Mas uma afirmação oficial precisa aguardar as análises”, diz ainda a Prefeitura de Búzios.

Cabo Frio garante balneabilidade – No fim da tarde de ontem, a Prefeitura de Cabo Frio informou que placas de óleo apareceram em pequena quantidade nas praias das Conchas e do Peró. e foram recolhidas por equipes da Comsercaf. No entanto, segundo a Coordenadoria de Meio Ambiente, a baleabilidade desses locais não foi afetada.

– Nós já acionamos o Inea, que está enviando uma equipe especializada em derramamento de óleo para Cabo Frio para verificar o material encontrado. Provavelmente, esse material é resultado da limpeza dos porões de um rebocador ou de um navio plataforma, que inclusive foram avistados nas imediações do nosso litoral – afirmou o coordenador de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira.