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Servidores

Manifestação da Educação e da Saúde em Cabo Frio vira caso de polícia

Servidores e guardas entram em confronto na Secretaria de Fazenda

17 dezembro 2015 - 09h28Por Gabriel Tinoco

Um protesto da Saúde e da Educação na Secretaria de Fa­zenda de Cabo Frio foi parar na 126ª DP na tarde de ontem. A confusão teria começado quando alguns servidores queriam ir ao banheiro e o pedido foi recusa­do pelos guardas municipais. De acordo com testemunhas, a dis­cussão ficou acalorada e acabou em trocas de empurrões e xinga­mentos. Os funcionários foram aconselhados a deixar a pasta e voltar apenas no dia seguinte.

Um guarda municipal mos­trou as marcas do tumulto. De acordo com ele, o machucado teria sido por causa do vidro derrubado na mão esquerda por uma das manifestantes. Diver­sas integrantes do Sindicato dos Profissionais da Educação da Região dos Lagos (Sepe-Lagos) saíram com braços e pernas fe­ridos.

Uma das reclamações dos manifestantes era que a Prefeitu­ra mandou desligar a luz durante a ocupação para aumentar o ca­lor. “Eles procuram usar a tática do abafa para que a gente saia. Desligar a luz e deixar os mani­festantes no calor”, disse um dos manifestantes.

A Secretaria de Educação também não funcionou ontem. Um funcionário terceirizado ba­teu de cara na porta na tarde de ontem e disse não ter recebido nenhum comunicado do fecha­mento. Um guarda municipal que preferiu não se identificar disse que a secretaria foi fechada por conta do medo do governo de outras ocupações. Logo de­pois da confusão, um advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi acompanhar o caso na delegacia.

A coordenadora do Sepe, Júlia Barreto, disse ter sido chutada e quase pisoteada na ocupação.

– Eles me puxaram e me joga­ram no chão. Chutaram a minha perna. Também estou com arra­nhões no peito. Os profissionais da Saúde também estavam lá. Achei que seria pisoteada. Foi uma sensação horrível.

De acordo com Simone Ma­rinho, também integrante do Sepe, um guarda usou um casse­tete durante a confusão.

– Queríamos ir ao banheiro, mas os guardas não deixaram. Durante a confusão um deles bateu com o cassetete no vidro, que quebrou. Depois ele bateu com o cassetete em mim.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (17)