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Colmeia

Mãe pede retirada de colmeia que atacou família esta semana e matou cachorro

‘Foi meu cachorro, mas poderia ser uma criança’

01 outubro 2015 - 10h33

NICIA CARVALHO

“Foi meu cachorro que mor­reu, e que era muito amando, mas poderia ser uma criança ou até mesmo um idoso que não pu­desse ter condições de correr das abelhas. Faço apelo às autorida­des. Não é responsabilidade dos bombeiros, é do apicultor, mas alguém tem que resolver porque o calor vai aumentar e elas po­dem atacar novamente”.

O relato de Maria Angélica­ Borges de Almeida, de 39, anos, ainda é de medo e de dor, depois que ela e a família foram ataca­das, no início desta semana, no Parque Burle, por um enxame de abelhas. Todos foram aten­didos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e medicados com injeção, dipiro­na e corticóides. No entanto, o inchaço e a dor nos locais onde as abelhas picaram continuam e a vermelhidão também.

– Foi terrível correr, tentar se livrar e elas em cima. Só minha filha de 14 anos escapou porque meu filho mais velho a trancou dentro de casa – relembrou.

Além dela, dos dois filhos e do ex-marido, outras duas pes­soas foram picadas pelas abe­lhas. O ataque teria começado no cachorro do vizinho, e ao acudí-lo, os insetos partiram para cima do dono, que correu para a rua. As pessoas próximas também foram atingidas, quando o dono do animal entrou na loja de Maria Angélica para avisar do ataque.

De acordo com tenente-coro­nel Leonardo Couri, comandan­te do 18º Grupamento de Bom­beiros Militar (GBM), não há relação deste ataque com o ocor­rido há cerca de seis meses em Arraial do Cabo. Ele explicou ainda que a retirada da colmeia deve ser feita por um apicultor e que, em dois anos de atuação na Região dos Lagos, este é o primeiro chamado que recebe sobre abelhas.

Segundo o biólogo Eduardo Pimenta, a antecipação da flora­ção da primavera e o aumento de alimentos disponíveis pode ter acarretado uma divisão de enxa­me e a aproximação de uma pes­soa, ainda que para observação, pode ter levado ao ataque.

– Quando ferroam, as abelhas soltam o feromônio, que atrai as demais e o ataque se estabelece – explicou o biólogo.