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Linfoma: raro, agressivo e imprevisível

Percentual de cura do câncer que acomete governador Pezão é alto se diagnóstico for precoce

05 abril 2016 - 10h53Por Rodrigo Branco
Linfoma: raro, agressivo e imprevisível

Segundo médico de Pezão, as chances de sucesso no tratamento do governador do Rio são de 70% (Shana Reis / Governo do Estado)

Um traço de desventura com uma ponta de acaso une a presidente Dilma Rousseff, o ator Reynaldo Gianecchini e agora o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Os três receberam o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin enquanto se tratavam de outros problemas de saúde ou faziam exames de rotina.

De acordo com o provedor do Hospital Santa Izabel, o oncologista Marcelo Perelló, isso acontece porque não há um protocolo de rotina clínica, ou seja, um padrão para detecção precoce ou mesmo um perfil definido de paciente, seja pelo gênero, idade ou histórico familiar.

– Normalmente, o linfoma é ‘achado’. Eles são encontrados esporadicamente por meio de tomografia e ressonância do tórax e do abdome. A expressão clínica mais comum são caroços inguinais – na altura da virilha – nas axilas e no pescoço. Geralmente, a pessoa não percebe a não ser quando a doença se inicia nesses locais – explica o especialista.

Há cerca de dez dias, Pezão iniciou o tratamento quimioterápico, normalmente o mais indicado em casos como o que acometeu o governador. Segundo Perelló, cirurgias e sessões de radioterapia são raramente usadas. Aliás, a própria doença, que é considerada bastante agressiva, tem baixa incidência em relação a outros tipos de câncer, mas de alta probabilidade de cura – cerca de 95% – quando descoberta na fase inicial, casos de Dilma e Gianecchini.

Com relação a Pezão, esse índice cai para 70%, uma vez que foi detectado em fase mais Estadoavançada que nos dois outros casos. No entanto, segundo o especialista que cuida da saúde do governador, Daniel Tabak, as chances podem aumentar com a quimioterapia.

– O governador vai se submeter a uma quimioterapia pesada. Ele terá que se ausentar bastante – comentou Perelló, dando a entender que o afastamento será maior que os 30 dias inicialmente estipulados para o tratamento.

O QUE É? O linfoma é um câncer no sistema linfático, que é responsável pela defesa do corpo. Por esse sistema circulam os glóbulos brancos. Eles atuam no combate a doenças provocadas por vírus ou bactérias.