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Leonardo Curi:‘Tenho sangue de bombeiro’

Comandante do 18º GBM faz balanço do tempo à frente do quartel

12 janeiro 2016 - 09h24
Leonardo Curi:‘Tenho sangue de bombeiro’

Ele assumiu o comando do 18° GBM (Cabo Frio) há dois anos, mas desde criança frequenta um quartel – afinal, foi criado dentro de um, quando o pai comandou um grupamento no Rio de Janeiro. Além de filho de bombeiro, o tenente-coronel Leonardo Couri, 43, é irmão e primo de bombeiros. Em entrevista à Folha, o comandante que tem a profissão no sangue faz balanço sobre o tempo à frente do 18º e lamenta a morte de três turistas por afogamento.

Folha dos LagosHá quanto tempo é bombeiro?

Leonardo Couri – Tenho 24 anos de serviço. Meu primeiro quartel foi em Petrópolis, aos 19 anos. Trabalhei no Humaitá e na Defesa Civil de São Gonçalo. Passei quatro anos no Ministério Público, e depois fui para a Defesa Civil Estadual. Fiz mestrado em Defesa Civil e, antes de vir para cá, coordenei a emergência nuclear da Usina de Angra.

Folha Neste período à frente do quartel, quais são os desafios que enumeraria?

Couri – No 18º, além dos bombeiros, tem os guarda-vidas, então a gente pode dizer que são duas unidades em uma só, isso é um desafio grande. São cinco municípios, 350 homens e várias atribuições. Não tem um mês de descanso. Choveu, tem problema. Não choveu, tem fogo em vegetação. Se está sol, é acidente na praia. Sem contar que na baixa temporada nós temos nossas atividades internas: treinamento, capacitação... A gente não para.

FolhaO que acha mais bacana nessa sua trajetória?

Couri – O mais bacana é que já nasci assim, acho que posso dizer isso. Meu pai é bombeiro, meu irmão, o Santos Pinheiro que comandou aqui é meu primo. Tenho sangue de bombeiro. Considero bonito esse traço familiar, desde criança dentro de quartel, então você acaba sabendo o que acontece, sabendo como agir – isso me deixa orgulhoso.

FolhaQual o balanço que faria destes dois anos à frente do 18° GBM?

Couri – Acho que eu consegui fazer o que eu queria. Consegui reformar o quartel, que é um prédio histórico, com a ajuda da Prefeitura de Cabo Frio. Montamos nossa academia de ginástica. Montei um centro de operações novo, que não tinha. Fizemos diversas mudanças administrativas e no operacional. Criamos o quartel de Arraial, que ajudou muito na parte operacional. Fizemos um posto ecológico no Balneário. Já estou há dois anos, pode ser que eu fique mais ou não, mas o próximo que vier já vai receber o quartel organiza do. Meu lema é esse, não consigo trabalhar sem organização.

FolhaE o principal aprendizado que tira deste período?

Couri – Lidar com a tropa e o público. O quartel aqui tem imprensa toda hora, o que é diferente de comandar outro no Grande Rio, por exemplo...

 

*Leia a entrevista na íntegra na edição impressa da Folha dos Lagos desta terça-feira.