Assine Já
segunda, 25 de janeiro de 2021
Região dos Lagos
30ºmax
21ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 21896 Óbitos: 720
Confirmados Óbitos
Araruama 5363 160
Armação dos Búzios 2875 30
Arraial do Cabo 651 33
Cabo Frio 5750 231
Iguaba Grande 1988 50
São Pedro da Aldeia 3048 106
Saquarema 2221 110
Últimas notícias sobre a COVID-19
FOFURA

Leitora mirim da Folha escreve ao jornal cartinha sobre importância da higiene e do isolamento

Mãe de Luiza Garcia, de 8 anos, conta que conversa sobre prevenção ao covid-19 em casa é feita com leveza

25 março 2020 - 15h21Por Redação
"Olá, sou a Luiza Garcia, tenho 8 anos, eu moro em Cabo Frio, vim falar do Covid-19, e gostaria de parabenizar vocês. Eu estou em casa na quarentena, estudando on-line. Parece um castigo ficar trancada dentro de casa, sem poder sair. Também quero dizer para ficar em casa, sem acesso com ninguém. Beijo e tchau. Assinado Luiza Garcia, 24/03/2020”.
 
Em sua ingenuidade infantil, a pequena cabofriense Luiza deu um recado direto, que muito marmanjo resiste a seguir: em tempos de novo coronavírus, é preciso se prevenir. A mãe da menina, a jornalista e empresária Ingrid Garcia Pinho publicou em uma rede social nesta terça-feira (24) a cartinha escrita com caligrafia caprichada pela filha mais velha, como atividade extra escolar em tempos de quarentena imposta pela pandemia. O trabalho de casa consistia em escrever uma carta do leitor para um veículo de comunicação. A Folha dos Lagos foi a escolhida para receber a mensagem de sabedoria mirim.
 
 
Ingrid comentou que a importância por fontes confiáveis de informação é ainda maior em tempos de pandemia. Ela orientou a filha a buscar notícias sobre o Covid-19 no site do jornal.
 
– Expliquei para ela que, ainda mais nesse momento que a gente está passando, todo mundo muito preocupado com essa situação, a gente tem sempre que ler notícias de fontes confiáveis. E aqui na região, a Folha era o jornal que a mamãe confiava. Falei que se ela quisesse saber de alguma notícia atual sobre o coronavírus, que era a pesquisa dela, tinha que buscar na Folha e não em qualquer outro jornal. Por isso, que ela parabenizou vocês – disse Ingrid.
 
A atividade também serviu como distração para a menina, que sente os efeitos do isolamento e da distância dos amiguinhos da escola. Donos de um petshop, os pais de Luiza e da filha caçula, de três anos, permanecem em casa por mais tempo e aproveitam para brincar e conversar com as crianças, inclusive sobre o Covid-19. Ingrid conta que o assunto é tratado com a filha mais velha com leveza e de forma lúdica.
 
– Aqui em casa a gente está lidando com isso com muita naturalidade. Claro que a gente está com os nervos à flor da pele* como qualquer cidadão, mas a gente não passa essa insegurança para elas. Então a gente explica para ela o que está acontecendo no mundo porque ela já tem esse entendimento. Explico que não pode ficar saindo para a rua. Ela está completamente entediada, uma criança de oito anos que faz atividades, isso para ela está sendo um pouco de caos, mas a gente explica que as ruas estão desertas, que as praças estão desertas, que todos os amiguinhos dela estão dentro de casa. Volta e meia a gente faz uma videochamada no grupo de WhatsApp das mães para eles poderem se ver e se comunicar – comenta.
 
A consciência vem de cedo e não é da boca pra fora. Um pote de álcool gel foi colocado na altura da garota para que ela higienize sempre as mãos. Brincadeiras com canetinhas também servem para mostrar a importância de manter as mãos sempre limpas. A marcação com os pais é feita em cima.
 
– Quando a gente chega em casa, ela é a primeira a falar: “deixa esse sapato aí fora, vai lavar a mão” – diz a mãe, que está gostando dos momentos de maior proximidade da família.
 
– Esse tempo que a gente está em casa, não enxergamos como sacrifício. Estamos em casa, protegido, curtindo as nossas filhas, elas também estão curtindo a gente porque nós dois trabalhamos fora. Então, é como se fosse férias diferentes. Fazemos diversas atividades com eles, hoje mesmo ela fez massinha caseira – relata Ingrid, sobre a pequena e precoce cidadã.

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.