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FOFURA

Leitora mirim da Folha escreve ao jornal cartinha sobre importância da higiene e do isolamento

Mãe de Luiza Garcia, de 8 anos, conta que conversa sobre prevenção ao covid-19 em casa é feita com leveza

25 março 2020 - 15h21Por Redação
"Olá, sou a Luiza Garcia, tenho 8 anos, eu moro em Cabo Frio, vim falar do Covid-19, e gostaria de parabenizar vocês. Eu estou em casa na quarentena, estudando on-line. Parece um castigo ficar trancada dentro de casa, sem poder sair. Também quero dizer para ficar em casa, sem acesso com ninguém. Beijo e tchau. Assinado Luiza Garcia, 24/03/2020”.
 
Em sua ingenuidade infantil, a pequena cabofriense Luiza deu um recado direto, que muito marmanjo resiste a seguir: em tempos de novo coronavírus, é preciso se prevenir. A mãe da menina, a jornalista e empresária Ingrid Garcia Pinho publicou em uma rede social nesta terça-feira (24) a cartinha escrita com caligrafia caprichada pela filha mais velha, como atividade extra escolar em tempos de quarentena imposta pela pandemia. O trabalho de casa consistia em escrever uma carta do leitor para um veículo de comunicação. A Folha dos Lagos foi a escolhida para receber a mensagem de sabedoria mirim.
 
 
Ingrid comentou que a importância por fontes confiáveis de informação é ainda maior em tempos de pandemia. Ela orientou a filha a buscar notícias sobre o Covid-19 no site do jornal.
 
– Expliquei para ela que, ainda mais nesse momento que a gente está passando, todo mundo muito preocupado com essa situação, a gente tem sempre que ler notícias de fontes confiáveis. E aqui na região, a Folha era o jornal que a mamãe confiava. Falei que se ela quisesse saber de alguma notícia atual sobre o coronavírus, que era a pesquisa dela, tinha que buscar na Folha e não em qualquer outro jornal. Por isso, que ela parabenizou vocês – disse Ingrid.
 
A atividade também serviu como distração para a menina, que sente os efeitos do isolamento e da distância dos amiguinhos da escola. Donos de um petshop, os pais de Luiza e da filha caçula, de três anos, permanecem em casa por mais tempo e aproveitam para brincar e conversar com as crianças, inclusive sobre o Covid-19. Ingrid conta que o assunto é tratado com a filha mais velha com leveza e de forma lúdica.
 
– Aqui em casa a gente está lidando com isso com muita naturalidade. Claro que a gente está com os nervos à flor da pele* como qualquer cidadão, mas a gente não passa essa insegurança para elas. Então a gente explica para ela o que está acontecendo no mundo porque ela já tem esse entendimento. Explico que não pode ficar saindo para a rua. Ela está completamente entediada, uma criança de oito anos que faz atividades, isso para ela está sendo um pouco de caos, mas a gente explica que as ruas estão desertas, que as praças estão desertas, que todos os amiguinhos dela estão dentro de casa. Volta e meia a gente faz uma videochamada no grupo de WhatsApp das mães para eles poderem se ver e se comunicar – comenta.
 
A consciência vem de cedo e não é da boca pra fora. Um pote de álcool gel foi colocado na altura da garota para que ela higienize sempre as mãos. Brincadeiras com canetinhas também servem para mostrar a importância de manter as mãos sempre limpas. A marcação com os pais é feita em cima.
 
– Quando a gente chega em casa, ela é a primeira a falar: “deixa esse sapato aí fora, vai lavar a mão” – diz a mãe, que está gostando dos momentos de maior proximidade da família.
 
– Esse tempo que a gente está em casa, não enxergamos como sacrifício. Estamos em casa, protegido, curtindo as nossas filhas, elas também estão curtindo a gente porque nós dois trabalhamos fora. Então, é como se fosse férias diferentes. Fazemos diversas atividades com eles, hoje mesmo ela fez massinha caseira – relata Ingrid, sobre a pequena e precoce cidadã.

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