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entrevista

Laura Barreto: 'Caos era muito grande’

Secretária diz que paralisação de 24 horas foi ‘injusta’ e fala da reestruturação da pasta

06 março 2017 - 19h51
Laura Barreto: 'Caos era muito grande’

Envolvida com um treinamento interno na Secretaria de Educação, a responsável pela pasta, Laura Barreto, recebeu a reportagem da Folha para falar sobre os problemas que resultaram na primeira rusga entre os representantes sindicais da categoria e o governo. Laura afirmou que a pasta ainda está em processo de organização e que a paralisação de 24 horas convocada para ontem (leia na matéria abaixo) foi ‘injusta’.

– O Sepe não telefonou, não enviou ofício, não veio, como todas as vezes eles vêm, para saber o que aconteceu – reclamou.

Folha dos Lagos – O que ocasionou erros no pagamento?

Laura Barreto – Esses erros têm acontecido porque estamos nos adequando ao sistema. São falhas técnicas. Já convidamos os responsáveis e estamos constantemente na Secretaria de Administração porque o objetivo de todos nós é acertar. Mas encontramos um caos muito grande: quatro meses sem pagamento, todas as secretarias sem condições de trabalho. Acredito que até o fim de março, vamos melhorar e organizar a vida do funcionário.

Folha – Como vê a decisão da categoria de paralisar as atividades por 24 horas?

Laura – Acho que essa paralisação tirada na assembleia é até um pouco injusta, visto que em dois meses conseguimos fazer cinco folhas de pagamento. Então, por dois dias de atraso, acho que as pessoas poderiam ter telefonado para cá. O Sepe não telefonou, não enviou ofício, não veio, como todas as vezes eles vêm, para saber o que aconteceu.

Folha – Qual o balanço da reposição das aulas até agora?

Laura – Está sendo muito positivo. As crianças e os professores estão indo às escolas e os sábados letivos estão acontecendo porque a maior parte das escolas que estão fazendo a reposição precisam trabalhar os sábados letivos também. E a gente tem visto os sábados com muita criatividade nas escolas. Está sendo muito interessante o que os professores estão propondo. É como se a vida estivesse voltando ao normal. Para o ano de 2017, vamos começar em 24 de abril e achamos que vamos ter uma normalidade dali para frente.

Folha – A auditoria da Educação já está concluída?

Laura – Sim. O resultado dessa auditoria já entreguei à Câmara dos Vereadores, ao Ministério Público e ao Controle Interno da Prefeitura, que já abriu uma tomada de contas, porque são verbas federais que a gente precisa investigar para onde foram. A Prefeitura depois tem até que fazer um cronograma para se devolvam essa verbas para conta própria. Foram mais de R$ 24 milhões do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e R$ 2,7 milhões do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Estamos investigando também quanto foi usado indevidamente do salário-educação. O Controle Interno tem 120 dias para ter um resultado final da investigação, que será enviado para a CGU (Controladoria-Geral da União).

Folha – Como vai ficar a situação do Ensino Médio?

Laura – Este ano, pelo Ministério Público, não poderia abrir mais 1º ano nenhum no nosso município e o Estado se responsabilizar. Então foi agendada uma reunião no Rio com a Secretaria estadual de Educação para conversar sobre isso porque o Estado pensou em abrir vagas para as crianças aqui do Centro levando para o Manoel Corrêa (Ciep). Outra discussão é que os alunos do 6º ao 9º ano do Ciep do Jacaré e a comunidade solicitaram nossa ajuda também. Temos que fechar esse ciclo, porque já esse ano não poderia ter mais nenhum 1º ano do município com Ensino Médio. Como o ano letivo ainda não começou, estamos conversando para que a gente possa seguir o que o MP está indicando.

Folha – Quando começarão a ser chamados os concursados?

Laura – Começa agora em março. Mas como esse concurso é muito antigo, de 2009, quem garante que essas pessoas ainda moram no mesmo lugar que moravam há oito anos. A primeira coisa que vamos fazer, já esta semana, é disponibilizar no site da Prefeitura um link para que a pessoa que fez o concurso faça a sua atualização de endereço porque para fazer a chamada tem que ser por telegrama, como diz o edital. Já fizemos a nossa parte e agora o advogado do Sepe vai levar o acordo à juíza para fechá-lo direitinho. Aí a gente começa a chamar. Vamos fazer uma força-tarefa para contar com esse concursado já para o ano que inicia, no final de abril.