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caça

Laudo sobre acidente com caça sai em 180 dias

Avião tem pane durante decolagem, sofre princípio de incêndio, mas piloto sai ileso

21 outubro 2019 - 21h45
Laudo sobre acidente com caça sai em 180 dias

O Comando do 1º Distrito Naval da Marinha do Brasil informou que sai em 180 dias o laudo com as possíveis causas da pane que levou um avião caça AF-1 a ter um princípio de incêndio na manhã de ontem na pista da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia. O incidente ocorreu durante o procedimento de decolagem. 

A aeronave do 1º Esquadrão de Interceptação e Ataque sofreu uma avaria enquanto desenvolvia velocidade e ultrapassou o limite da cabeceira da pista. Apesar do grande susto, o piloto, que não teve a identidade divulgada, não teve ferimentos.


A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Comando do 1º Distrito Naval para saber quais as possíveis hipóteses que levaram o caça a ficar danificado, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. A Folha também tenta confirmar se as imagens que foram divulgadas nas redes sociais ontem correspondem ao acidente com a aeronave.


O modelo AF-1 é o mesmo da aeronave envolvida em outro acidente de repercussão na região, esse com final trágico. Em 26 de julho de 2016, o avião pilotado pelo capitão de corveta Igor Bastos, de 39 anos, chocou-se com outro caça durante um treinamento a 44 km da costa, na região de Saquarema. 


Depois de quase três meses de buscas no mar, o corpo de Igor não foi encontrado. Do acidente, restaram apenas algumas peças encontradas em diferentes pontos, como na Praia do Peró, em Cabo Frio; na Praia de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e em Ponta Negra, no município de Maricá. O piloto da outra aeronave sobreviveu ao acidente.


A denominação AF-1 é uma designação dada pela Marinha do Brasil para o modelo A-4KU Skyhawk II. Trata-se de um modelo considerado obsoleto, usado em conflitos como a Guerra das Malvinas (1982) e a Guerra do Golfo (1990-1991). Foram compradas 23 unidades da Força Aérea do Kuwait, em 1997. 


Desde 2009, seis dessas aeronaves estão passando por processo de modernização, das quais já foram entregues cinco, a última delas em setembro. A previsão é que o trabalho seja concluído em 2020. Não há informação de que a aeronave envolvida no acidente de ontem seja da leva que foi modernizada. 

 

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