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CABO FRIO

Justiça e protestos colocam governo sob pressão

Sindicaf vai pedir bloqueio das contas; cidade vive dia de lixo acumulado e ponte fechada

10 janeiro 2020 - 20h11Por Rodrigo Branco
Justiça e protestos colocam governo sob pressão

O governo Adriano Moreno (DEM) viveu ontem, possivelmente, um dos seus dias mais tumultuados. Em meio ao lixo acumulado pela paralisação de pouco mais de 24 horas feita pelos garis da Comsercaf, servidores da Educação protestaram nas ruas de Cabo Frio por causa da falta de pagamento dos salários de dezembro e do décimo terceiro salário de 2019. Horas antes, ainda na noite de anteontem, a direção do Sindicato dos Servidores de Cabo Frio (Sindicaf) anunciou que vai entrar na Justiça para pedir o bloqueio das contas do município para a quitação das dívidas com o funcionalismo municipal.

Cansados de esperar e sem perspectivas concretas de receber os salários, os profissionais da Educação levaram o ato público, iniciado no Largo de Santo Antônio, para outros pontos da cidade, inclusive a orla da Praia do Forte e a rua onde mora o prefeito, que fica naquelas proximidades. No fim da manhã, o já conturbado trânsito da alta temporada piorou depois que o grupo fechou a Ponte Feliciano Sodré, sobre a qual foi estendida uma faixa com os dizeres ‘Adriano prefeito caloteiro’. 
A segurança foi reforçada com a presença de policiais militares e guardas municipais, mas não foram registrados incidentes. Pouco depois, a via foi liberada e a faixa retirada. Segundo estimativas do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos), 500 pessoas participaram do ato, que seguiu até a sede da prefeitura. Até o fechamento desta edição, não havia a confirmação de que a categoria será recebida pelo prefeito nesta segunda-feira, dia 13. Em nota, a prefeitura informou que o salário de dezembro dos servidores efetivos da Educação deve ser feito até quarta-feira, dia 15. Já o pagamento do 13º depende da arrecadação municipal.

Apesar da falta de respostas, a coordenadora-geral do Sepe, Cíntia Machado, aprovou a mobilização.

– O balanço foi muito positivo. Em todos os lugares percebemos o apoio da população. Os turistas também perguntavam e manifestavam apoio – disse a sindicalista. 

No caso da ação na Justiça proposta pelo Sindicaf, o diretor de comunicação Olney Vianna não estipulou uma data, mas afirmou que será aguardando o prazo previsto no calendário. No caso dos servidores da Saúde, nesta terça, dia 14. Uns dias a mais para o governo, que não se livrará da dor de cabeça jurídica, caso não arrume recursos até a data.

Depois do acúmulo de lixo, Comsercaf anuncia pagamento

 Bastou um dia de braços cruzados, para os efeitos da paralisação de parte dos garis da Comsercaf ficarem visíveis pela cidade, inclusive nas regiões centrais. Flagrantes de acúmulo de lixo pelas ruas foram feitos ao longo do dia, o que fez com que o governo agisse rápido para evitar o caos que certamente viria se o problema se prolongasse durante um fim de semana de verão.
No fim da manhã, a Comsercaf emitiu uma nota para anunciar o pagamento dos salários de dezembro dos funcionários da autarquia. Segundo a empresa, a coleta seria normalizada a partir do começo da tarde.

A reportagem pediu explicações sobre quais recursos foram usados para o pagamento dos garis, mas a prefeitura não deu resposta sobre o assunto. 

 

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