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Justiça solta ex-delegado de Cabo Frio que atirou em religioso

Henrique Pessoa exerceu cargo de titular na 126ª DP entre os anos de 2010 e 2011

04 setembro 2014 - 16h42
 Justiça solta ex-delegado de Cabo Frio que atirou em religioso

Titular da 126ª DP (Cabo Frio) durante o período de junho de 2010 a fevereiro de 2011, o delegado Henrique Pessoa, preso na quarta-feira (3) após balear Carlos Gomes, membro da igreja Geração Jesus Cristo, liderada pelo pastor Tupirani da Hora, obteve liberdade provisória na madrugada desta quinta-feira (4). Pessoa foi solto no início da tarde.   

A confusão aconteceu durante uma audiência de conciliação no 5º Juizado Especial Cível de Copacabana envolvendo um pastor evangélico e o delegado. Após a análise das câmeras de segurança do Juizado, a delegada titular da 12ªDP (Copacabana), onde o caso foi registrado, Izabela Silva Rodrigues Santoni, determinou a prisão de Henrique Pessoa em flagrante por tentativa de homicídio. Segundo Santoni, ficou claro nas imagens que o delegado tinha a intenção de atirar contra o membro da igreja.

De acordo com informações de testemunhas, o delegado, se desentendeu com o pastor na saída do Juizado. Antes de disparar contra a vítima, ele ainda deu uma cabeçada no líder da religião evangélica.

Tupirani disse que a agressão provocou a revolta das pessoas próximas. Foi quando o delegado, segundo ele, disparou o tiro.

- Ele moveu uma ação judicial contra um membro da igreja. Quando ele viu que a causa ia ser contrária a ele, saiu da audiência, deu as costas para todo mundo e foi gritando 'eu sou Lúcifer'. Quando ele passou por mim, me deu uma cabeçada que fez meu nariz sangrar. As pessoas gritaram para o delegado 'seu covarde'. Ele virou pra trás e deu um tiro - disse o religioso.

Na delegacia, Henrique Pessoa alegou, em depoimento, que agiu em legítima defesa, após ser agredido pelo grupo de religiosos.

- Eu fui surrado, estou com a cabeça aberta. É lamentável o nível de virulência desse homem que se diz liderança religiosa. Ele já me ameaçou de morte, disse que está preparando a minha forma. Hoje, ele recolheu vinte pessoas para me agredir. O que eu fiz foi atirar para o chão, na direção deles, para me defender - alegou..

Pessoa alega ainda que, por sua atuação contra a igreja comandada pelo pastor, é alvo de vídeos difamatórios publicados pelo religioso no Youtube. Ele foi responsável por prender o pastor sob a acusação de destruir um terreiro de religião matriz africana.

O delegado, que desde 2008 faz parte da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), é também o atual titular da delegacia de Jurujuba, em Niterói. Ele pretende fazer um registro de agressão contra os acusados de participar da confusão da quarta-feira.

 O ex-delegado de Cabo Frio já foi afastado, em agosto de 2012, da 4ª DP (Praça da República), após a prisão do chefe do Grupo de Investigações Criminais (GIC) da delegacia, na época, Weber Santos de Oliveira. O chefe de investigação recebia mensalmente R$ 16 mil para passar informações sobre investigações ao grupo que explorava o jogo do bicho.

Outro episódio polêmico no qual Pessoa teve aparição na mídia ocorreu em dezembro de 2010, quando era titular da delegacia de Cabo Frio. A fuga do traficante Alexandre Mendes da Silva, o Polegar, e de um comparsa, identificado apenas como Ninho, do cerco ao Complexo do Alemão, dava conta que a dupla teria sido escondida em uma viatura da Polícia Civil, cujo veículo constava como pertencente à 126ª DP, delegacia que não participou das operações policiais.

No fim da manhã desta quinta (4), ao lado dos familiares de Carlos Gomes, que aguardam a hora da visita no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, o pastor Tupirani mostrou indignação com a liberdade do delegado Henrique Pessoa.

- É um absurdo. A delegada tinha me prometido que ele seria preso em flagrante, vou pedir um esclarecimento a ela – garante

No entanto, a advogada Luciana Pessoa, filha do delegado Henrique Pessoa, afirmou que o pastor Tupirani vem perseguindo sua família há anos.

- A minha família vem sendo perseguida pela igreja há muito tempo. Desde que começou o processo, tem campanha na internet para difamar o delegado. A gota d'água foi que ele (pastor Tupirani) divulgou uma informação de que o meu pai era envolvido com o jogo do bicho -