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Janio quer Marquinho fora da disputa eleitoral

Coligação do pedetista entra com pedido de impugnação de ex-prefeito no TRE

24 agosto 2016 - 09h37Por Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
Janio quer Marquinho fora da disputa eleitoral

Se alguém duvidava que as eleições deste ano têm tudo para ser ainda mais judicializadas do que as de 2012, deve estar ficando convicto de que os tribunais serão tão importantes quanto as urnas daqui a menos de dois meses.

Por enquanto, é o candidato do PMDB à Prefeitura de Cabo Frio, Marquinho Mendes, quem tem mais motivos para se preocupar. Depois de sofrer derrota na última quinta-feira, quando viu as contas do último ano de sua gestão, 2012, serem reprovadas na Câmara, em decisão polêmica, o ex-prefeito volta a ser alvo de um adversário direto na corrida para a sucessão de Alair Corrêa (PP): Janio Mendes (PDT).

A coligação ‘Juntos pela Mudança’ (PDT/ PSL/ PMN/ PMB / PC do B/ PSDC/ PSB) e o próprio candidato pedetista entraram com pedidos de impugnação da candidatura de Marquinho no TRE-RJ, amparado não apenas na decisão da Câmara na semana passada, mas em uma série de outras irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado e por outras anotações em diversas instâncias da Justiça.

– Tem o famoso ‘processo 101’, de 2008, em que ele foi condenado por abuso de poder político e econômico; a rejeição das contas pela Câmara, além de inúmeras condenações e ações penais – explica o advogado da coligação, Vítor Martim.

Como se não bastasse, Marquinho deve ser citado a qualquer momento por causa de uma intimação da Justiça Eleitoral que pediu certidão referente a vários processos aos quais ele responde. O prazo de 72 horas expirou no começo da semana e agora ele terá prazo para se explicar.

Apesar do cenário desfavorável, a defesa permanece confiante de que o candidato peemedebista disputará as eleições normalmente. À Folha, o advogado de Marquinho, Carlos Magno de Carvalho, chegou a dizer que estava ‘tranquilão’ com a causa.

– Apesar de saber da competência dos advogados que entraram com ações, não tenho qualquer preocupação porque não vejo como Marquinho ser impugnado – garante o advogado Carlos Magno.

Quanto ao embate jurídico com a Câmara, descartou entrar com uma ação contra o presidente da Casa, Marcello Corrêa, que comandou a polêmica sessão da reprovação das contas.

– Além de gostar dele (Marcello), não vou entrar com ação porque quem acusa é promotor e eu sou, por essência, um defensor – sustenta Carlos Magno.