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Iphan

Iphan quer preservação do Lido, na Praia do Forte

Instituto defende criação de parque público e atenção às famílias

23 julho 2015 - 15h25

NICIA CARVALHO

A possibilidade de desocupação do Lido para criação de um parque público é defendida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A área, que fica à beira-mar na Praia do Forte, agrega cerca de 200 famílias. A discussão sobre o local volta à tona requentada por conta da especulação de construção de um hotel no local. A remoção dos moradores, no entanto, é tema polêmico, conforma a Folha publicou na edição da última quinta-feira.
Segundo o superintendente do Iphan, Ivo Barreto, o Lido tem vários problemas, e a preservação paisagística é um deles. A expansão da comunidade e os serviços públicos por ela demandados já urbanizaram mais de 15% da área, e a preocupação é a preservação do local.
– O controle urbanístico é baixo, a população cresce muito acima do permitido e o impacto ambiental é inegável. No entanto, a preservação deve atentar para dois desafios: a necessidade urgente de revitalização e a relação dos moradores com o lugar. São pescadores e trabalhos recentes de urbanização apontam que não faz sentido afastar o pescador do litoral – explicou.
Ivo afirmou, ainda, que Cabo Frio conta com Plano de Habitação de Interesse Social, que, no entanto, não é seguido e que poderia ser alternativa para deixar os pescadores próximos ao mar caso a criação do parque público fosse adiante. Segundo ele, o projeto do parque contempla ligação da Duna Boa Vista até o Morro do Índio.

A Folha tentou contato com a coordenadoria de Planejamento, que, segundo o secretário de Obras, Paulo Castro, seria responsável pelo levantamento para a possível desocupação da área, mas não conseguiu retorno. A Construtora Modular, por outro lado, responsável pela construção do hotel, não respondeu aos questionamentos sobre a negociação com a Prefeitura.
Hotel à vista? – O novo projeto que ronda o Lido é um empreendimento que, além de ações de melhorias no entorno, pretende construir no local um hotel com três pavimentos e 236 apartamentos. O custo, segundo a Modular, seria de R$ 80 milhões e a previsão é de que as obras se iniciem no próximo ano, caso o processo que hoje tramita na Prefeitura se resolva. O projeto prevê ainda a construção de uma praça para o bairro.