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Turismo

​Inverno congela expectativa do Turismo para intertemporada

Taxa média de ocupação nos hotéis deve ficar em 60% durante as férias de julho

07 julho 2017 - 14h42Por Texto e fotos: Rodrigo Branco
​Inverno congela expectativa do Turismo para intertemporada

O período de intertemporada, que corresponde às férias escolares de julho, não tem sido objeto das previsões mais otimistas do setor turístico da região. De acordo com representantes ouvidos pela reportagem, a taxa média de ocupação na rede durante a segunda quinzena deste mês deve
ser de aproximadamente 60%. Apenas em Búzios, esse índice está um pouco maior (70%), no entanto, inferior ao registrado no ano passado.

Entre as razões apontadas estão o inverno, que está mais frio do que em anos anteriores; a crise econômica do Estado e dos municípios e a concorrência
de destinos mais procurados nesta época, como as cidades serranas e de Minas Gerais.

Mas para o presidente do Sindicato dos Representantes de Hotéis e Restaurantes de Cabo Frio, Carlos Cunha, há outro fator para a cidade ser preterida em relação a outras na atual estação: a dependência quase que total das belezas naturais.

– O índice de 60% é aceitável. Poderia ser melhor se tivéssemos mais opções de lazer, além da praia – acredita.

Na vizinha Arraial do Cabo, onde a dependência das atividades praianas é similar, a secretaria municipal de Turismo trabalha com uma expectativa
de ocupação entre 60% e 65%.

– Não estou otimista, nem pessimista. Estou baseado no que acontece, já que estou há mais de 20 anos nesse negócio. São férias escolares, então
quem vem para cá são famílias com crianças e não casais ou idosos – pondera o secretário Paulo Ribeiro.

Reduto habitual de turistas dos países do Mercosul, Búzios vê um número menor de reservas desta vez. A crise financeira na Argentina e no Chile fez o
trade rever as estimativas para baixo este ano.

– A expectativa é maior na segunda quinzena do mês, mas antes deve melhorar um pouco por causa do Festival Gastronômico – diz Héctor Sireira, da
Associação de Hotéis.

Dólar alto freia movimento de saída nas agências de viagem

Se o movimento de chegada à região durante o período de férias escolares não é tido como tão promissor assim, o sentido inverso também não serve para encher de ânimo as agências de viagem de Cabo Frio.

Na Malizia Tour, que fica na Avenida Assunção, próximo à Passagem, a compra de passagens e pacotes de turismo estão nos mesmos patamares que em 2016.

– Agora, por ser período de férias está um pouco melhor, mas não está tão grande por causa do dólar, que está em alta, e da crise. No ano passado, o impacto foi por causa do impeachment da ex-presidente Dilma – comenta a administradora e operadora de câmbio da Malizia, Elizangela Ferreira.

Na cotação desta quinta (6), por exemplo, o dólar turismo fechou em R$ 3,47. De todo modo, no ranking dos destinos internacionais mais procurados estão os Estados Unidos e Portugal, que curiosamente vivem o verão do Hemisfério Norte.

No Mercosul, nada das argentinas Bariloche, Buenos Aires e Patagônia. No topo das preferências, onovo queridinho é o Chile, das aprazíveis Santiago e Viña del Mar.

Já entre os destinos nacionais, estão no topo, Gramado, na Serra Gaúcha e a cidade da Penha, em Santa Catarina, onde fica o parque de diversões temático Beto Carrero World. Campeã de outras épocas, a charmosa Campos do Jordão (SP) tem sido deixada de lado.