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Enem

Inscrições para o Enem vão até a próxima sexta (20)

Folha ouviu dicas de especialista para os candidatos se darem bem no exame

13 maio 2016 - 12h14Por Gabriel Tinoco
Inscrições para o Enem vão até a próxima sexta (20)

Para o professor Fábio Cardoso, é importante respeitar o biorritmo do aluno e equilibrar quantidade de estudo necessária (Arquivo Pessoal)

Quem corria contra o tempo para se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) agora tem que se apressar para não levar bomba na prova e garantir a passagem às universidades brasileiras. As inscrições foram abertas na última segunda-feira (9) e serão prorrogadas até o próximo dia 20. A Folha dos Lagos pediu algumas dicas a um especialista no assunto, o professor de Língua Portuguesa Fábio André Cardoso, ex-membro do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Folha dos Lagos – Como encarar a prova com resistência?

Fábio Cardoso – Sempre falo que o candidato mantenha uma rotina tranquila ao longo da semana, sem maiores desgates, excessos, baladas, noitadas... Isso não pode acontecer apenas na véspera. O candidato tem que estar atento às questões fundamentais para o rendimento dele.

Folha – Há uma carga horária de estudos ideal?

Fábio – Cada aluno possui um biorritmo e não podemos atropelá-lo. Há quem goste de estudar pela manhã. Também há quem prefira pelo turno da noite. O que oriento é que ele precisa equilibrar a quantidade necessária de conteúdos. É necessário entender bem isso. Não vou dizer: há uma carga horária de oito horas para a prova. É a carga em que o candidato vá se adaptar melhor. Obviamente, ele não poderá estudar apenas uma hora por dia, porque aí não dá para dar conta. É preciso estudar o suficiente para que consiga um bom rendimento.

Folha – Qual a dica para que alunos não sejam pegos de surpresa com o tema da redação?

Fábio – A dica maior é fugir do senso comum. Não adianta dizer aquilo que todo mundo pode dizer, não faz diferença. Independente do tema, o candidato deve pensar em aspectos aos quais nenhum ou mesmo poucos candidatos possam abordar. Se o tema for meio ambiente, o aluno não poderá falar que o Brasil não tem terremotos, tsunamis, ou que isso existe no Japão... Não pode chover no molhado. A recomendação é fugir do senso comum, que é o que mais vemos nas últimas provas do Enem. Os alunos não exploram a redação para dar bons argumentos. Pensam apenas em falar o que todos já vão dizer. O aluno deverá estar informado, antenado nas notícias dos jornais, telejornais e revistas. Normalmente, a banca seleciona temas discutidos pela mídia.

Folha – E o que é preciso para não perder pontos na parte técnica da redação?

Fábio – Na técnica, o que deve ser levado em conta é organização dos parágrafos. Isto é, a estrutura do texto dissertativo: introdução, bom desenvolvimento e a conclusão como proposta de intervenção. Também é preciso seguir a norma culta. Os três problemas mais encontrados em redações são pontuação, acentuação e concordância.

Folha – Qual o papel da família nos estudos?

Fábio – A família precisa estar atenta às responsabilidades sobre os estudos do aluno e auxílio do aluno no controle dos horários de lazer. Não deve permitir de forma alguma que aconteça aquele típico corre-corre de ultima hora para ficar estudando.

Folha – Alimentação pode alterar o desempenho do aluno?

Fábio – A alimentação tem que ser controlada, sem excessos. É aquela história: o aluno que não tem uma boa alimentação poderá sentir desconfortos. E isso não colabora para que o aluno se concentre. É necessária uma alimentação básica ao longo da semana que antecede para que o candidato esteja 100% na hora do exame.