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​Infestação de caramujos africanos preocupa em Cabo Frio

​Vigilância Sanitária alerta que animais não devem ser tocados sem proteção 

29 março 2019 - 11h24
​Infestação de caramujos africanos preocupa em Cabo Frio

Duas denúncias de infestação de caramujos africanos, uma no Jacaré e outra na Ogiva, acenderam o sinal de alerta da Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio. A preocupação se justifica pelo fato de que, justamente nesse período, na transição entre o verão e o outono, o clima é propício para a proliferação do molusco. 

O muco produzido pelo animal ao rastejar contém um verme que pode contaminar verduras e hortaliças e causar doenças conhecidas como angiostrongilíases.

Por esse motivo, a Vigilância em Saúde orienta a população para que nunca toque nos caramujos sem luvas ou sacos plásticos nas mãos. Caso haja contato direto com o animal, é necessário fazer uma higienização completa.

– Com o período de chuvas de verão, as condições climáticas são favoráveis à sobrevivência desse animal, já que encontram aumento da oferta de abrigo e de alimento. Para conter o avanço do molusco, além das ações desencadeadas pelo setor público, é fundamental o apoio da população quanto ao asseio dos ambientes e forma correta de descarte de lixo, por exemplo. É recomendado manter os quintais e terrenos limpos, pois geralmente são nesses locais que os caramujos se escondem – explicou a coordenadora de Vigilância em Saúde, Andreia Nogueira.

O órgão de saúde avisa que as denúncias de locais terrenos infestados podem ser feitas pelo telefone 2644-7916 ou na sede da Vigilância, na Rua Índia, nº40, no Jardim Flamboyant. No momento da denúncia, deve ser informado o endereço completo do imóvel em que os moluscos foram encontrados.

Apesar dos riscos de contaminação por parasitas que os animais representam, não há registro de doenças provocadas por eles nas unidades de saúde da cidade.

Outros municípios – Em São Pedro da Aldeia, a Secretaria de Saúde informou que não houve qualquer notificação de doença transmitida por caramujo este ano, mas que os moradores podem entrar em contato com a Vigilância Ambiental para receber orientações sobre o manejo do molusco. O órgão fica na Rua Agenor Pimentel Carvalho (Nonô Zeca), n°278, Centro.

Já a Prefeitura de Búzios limitou-se a dizer que não foram registrados casos de doenças transmitidas pelo animal este ano. 

Em Arraial do Cabo o departamento de controle de vetores disse que esse ano não teve nenhuma ocorrência de caramujos africanos, mas caso ocorra, a pessoa deve procurar o órgão, que fica situado dentro do Parque Público, onde era a antiga guarita da Guarda Municipal.

Cuidados com o descarte

 – Catação manual destes animais. Após proteger as mãos para pegar os moluscos, a recomendação é acondicioná-los em um saco de lixo e jogar dentro do saco sal em quantidade abundante para matar os moluscos. A coleta manual deve ser feita periodicamente até eliminar a infestação do local.

– Não jogar sal grosso diretamente nos caramujos livres, pois além de contaminar o solo, as conchas sobrarão no ambiente e se encherão de água de chuva, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

– Os alimentos que entraram em contato com caramujos devem ser descartados e os demais, antes de serem consumidos, devem ser desinfetados com solução de água sanitária da seguinte forma: lavar bem o alimento em água corrente, colocar de molho por trinta minutos em uma solução de água com água sanitária (01 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água) e lavar novamente em água corrente.