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Inelegíveis? Possível polarização das eleições de Cabo Frio pode ser abalada por pendências judiciais

Para ter sinal verde nas candidaturas, Alair e Marquinho precisam se livrar de problemas nos tribunais

15 junho 2016 - 11h26Por Rodrigo Branco

Não são pequenas as chances das eleições em Cabo Frio não acabarem tão logo seja computado o último voto, seja no primeiro ou no segundo turno, caso aconteça. Assim como há quatro anos, possivelmente à disputa nas urnas se seguirá uma batalha nos tribunais. Há quatro anos, apesar de folgada, a vitória do atual prefeito Alair Corrêa (PP) só foi confirmada pelo TSE dois meses depois das eleições. À época, ele teve a candidatura sub judice por falta de documentação, como certidões criminais.

Embora nos bastidores muitos deem como certa a desistência por causa dos problemas de popularidade, o cenário agora pode se repetir, caso ele insista na iniciativa de concorrer à reeleição.

E o principal obstáculo para obter o registro de candidatura caso tenha o nome aclamado na convenção do PP atende pelo nome de condenação no Superior Tribunal de Justiça. No mês passado, o prefeito teve uma derrota no STJ ao ter negado o último recurso da condenação na ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público, por conta de várias irregularidades cometidas entre junho de 1998 e fevereiro de 1999, durante o segundo mandato.

A situação também não é confortável para seu principal adversário político e também pré-candidato, o deputado federal e ex-prefeito Marquinho Mendes (PMDB). Às voltas com sucessivas condenações no Tribunal de Contas, Marquinho também se defende da acusação de ter pago pelo apoio do diretório do PT nas eleições de 2008.

De acordo com sua defesa, contudo, não haverá problemas que impeçam sua candidatura.

– Ele está elegível. Tem pendências como todos os outros, mas não estará impedido de concorrer – afirmou o advogado de Marquinho, Carlos Magno de Carvalho, que preferiu não entrar em detalhes sobre as ações.

No atual quadro, nem mesmo o sinal verde dado pela Justiça Eleitoral é capaz de garantir se o vencedor das urnas realmente vai ocupar a cadeira de prefeito em 1º de janeiro de 2017. Por isso mesmo, o segundo lugar nas eleições nunca foi tão cobiçado como este ano.