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Indignação no segundo distrito: Hospital de Tamoios segue sem previsão de funcionamento

Prefeitura de Cabo Frio diz que "unidade foi entregue sem condições de funcionamento, apesar da reforma feita anteriormente

30 agosto 2021 - 17h46Por Redação
Indignação no segundo distrito: Hospital de Tamoios segue sem previsão de funcionamento

A novela envolvendo o Hospital de Tamoios, em Cabo Frio, parece que ainda está longe do fim. Fechado há mais de um ano, o prédio segue sem qualquer previsão de funcionamento, deixando a população do segundo distrito, calculada em cerca de 70 mil pessoas, à mercê somente da UPA do Parque Burle, que também é alvo de constantes críticas por falta de infraestrutura.

A história de abandono do local vem de anos. Em dezembro de 2019, por exemplo, primeiro ano da Covid-19, em pleno pico de casos, e com a UPA de Tamoios fechada, o hospital chegou a parar de funcionar, durante a noite, por falta de respiradores. A situação obrigou os pacientes a procurarem atendimento em Rio das Ostras, que fica a 13 km de distância. 

Um paciente que estava internado na sala vermelha foi transferido para o Hospital Central de Emergência (HCE), em São Cristóvão.

Tempos depois a UPA do distrito foi reaberta, enquanto o hospital fechado para reformas. De acordo com o governo anterior, estavam previstas reformas na infraestrutura para solucionar problemas na parte elétrica, hidráulica, infiltrações e na rede coletora de esgoto. Um relatório completo com os problemas da unidade chegou a ser apresentado ao ex-prefeito Adriano Moreno e também à Câmara de Vereadores. 

Após meses em obras, o governo anterior chegou a reinaugurar o local, mas, segundo se constatou, a solenidade foi só ‘para inglês ver’. Em nota, esta semana a Prefeitura de Cabo Frio informou que “o Hospital de Tamoios foi entregue sem condições de funcionamento, apesar da reforma feita anteriormente”. Diz ainda o texto: “Além disso, a gestão anterior da Prefeitura não destinou recursos para o funcionamento da unidade no Orçamento de 2021, fato que está sendo solucionado para viabilizar a reabertura”.

Enquanto isso, todo o atendimento necessário para a população do distrito segue sendo prestado somente na UPA de Tamoios e nas demais unidades de saúde do município. Para tentar solucionar os problemas, a Secretaria de Saúde de Cabo Frio informou que vem realizando readequações no Hospital de Tamoios.
Em fevereiro, por exemplo, uma equipe realizou vistoria no local, com engenheiros da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e a direção da unidade. Na ocasião, um laudo técnico apontou quais reparos básicos seriam necessários para a reabertura.

O laudo, segundo a Prefeitura, apontou a necessidade de remoção do chafariz e da grama sintética, proibidos por lei por promover a proliferação de fungos e de mosquitos. Também foram indicadas melhorias na cozinha; realocação de pias, portas e janelas para melhor aproveitamento da funcionalidade dos espaços; e reparos na alvenaria de todo o andar térreo.

Em nota, a Prefeitura também informou que “na parte elétrica foram feitos reparos na instalação de tomadas, ligação da energia que vem da rua para a unidade e mudança da fiação que chega até aos disjuntores, além da troca do transformador de 30 Kva de potência para um com capacidade de 150 Kva. Foi necessário ainda abrir um processo licitatório para implantação de usina de oxigênio na unidade, estrutura também que não foi prevista pela gestão anterior”.

Quanto à contratação de funcionários, a Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio esclareceu que, por conta de medida judicial, o município só pode realizar contratação de funcionários mediante ao processo seletivo simplificado, que está em andamento e deve ser finalizado nas próximas semanas.

Na Câmara o assunto vem rendendo debates. Vereador de oposição, Roberto Jesus apresentou requerimento solicitando várias informações sobre a unidade de saúde, que chegou a ser anunciada como polo de leitos para pacientes com Coronavírus. No entanto, o documento foi rejeitado por nove dos 17 vereadores.
No requerimento, Roberto Jesus cobrava explicações sobre o transformador, apontado pela Secretaria de Saúde de Cabo Frio como motivo para a não reabertura da unidade de saúde. Questionava, ainda, sobre contratos, notas fiscais, e o que mais estaria faltando para que o hospital volte a funcionar, desafogando a UPA de Tamoios.

– Só queria saber os motivos para o hospital continuar fechado. Acho que a população também tem esse direito – defendeu Roberto Jesus, na ocasião.

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