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São Jorge

Igreja de São Jorge arruma a casa para homenagear o Santo Guerreiro

Santuário passa por reforma para receber os festejos de um dos santos mais populares da Igreja 

18 abril 2019 - 20h30Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Igreja de São Jorge arruma a casa para homenagear o Santo Guerreiro

Dizer que a celebração de São Jorge, este ano, será em uma igreja cheirando a nova não é força de expressão. O santuário dedicado ao Santo Guerreiro, na Rua Francisco Mendes, no Centro, passa por pequenos reparos e por pintura na parte interna, mas de acordo com o Bispo Diocesano de Cabo Frio, Dom Joanir da Silva Neves, vai ficar tudo pronto para os festejos em homenagem a um dos santos considerados mais populares da Igreja Católica.

Basicamente, as intervenções dão seguimento às obras realizadas em anos anteriores. Os operários dão os últimos retoques na pintura das paredes internas e no altar. O presbitério vai ganhar uma textura especial. As sancas também foram retocadas, com uma tinta da mesma tonalidade dourada das históricas igrejas coloniais brasileiras, especialmente, as de Minas Gerais. A previsão é que o trabalho seja concluído amanhã e os andaimes sejam retirados na segunda, véspera do dia dedicado a São Jorge. 

–A igreja vai ficar muito bonita para a festa e tem que estar sempre bonita porque (São Jorge) é um santo que nos ajuda muito. Sou devoto de São Jorge e essa devoção vem do meu pai, 55 anos atrás, desde que eu nasci – afirmou Dom Joanir.

A festa, que é patrimônio imaterial de Cabo Frio, terá estrutura cedida pela prefeitura que vai ceder banheiros químicos, barracas, palco e equipamentos de som e de iluminação. A programação (veja o quadro) oficial começa amanhã, às 11h, com uma solenidade litúrgica de abertura. Às 16 h, haverá motociata em homenagem ao santo, que tem origem na Capadócia, região onde fica a Turquia. 

No domingo, em plena Páscoa, a partir das 13h, será servida a tradicional feijoada. Já na terça, data dedicada ao Santo Guerreiro, a primeira missa será celebrada às 5h da manhã. Haverá celebrações o dia inteiro, até as 17h, de duas em duas horas. A última delas, segundo Dom Joanir, dedicada à temática da tolerância religiosa, afinal, todo ano, a igreja fica lotada de fiéis, muitos deles de religiões de matriz africana, nas quais São Jorge também é bastante popular e é relacionado ao orixá Ogum.

– Neste dia, a gente tem a oportunidade de congregar pessoas de várias religiões, então é o momento de falar sobre o amor, porque acima da religião está o amor entre os irmãos, a obediência à palavra de Cristo, o ‘amai-vos uns aos outros’. Não importa a religião, somos todos filhos de um mesmo Deus, de um mesmo Pai. Se somos cristãos de qualquer religião e não aceitamos o outro não somos cristãos. A base da fé é o amor. Se não amamos o nosso semelhante, somos mentirosos. Como podemos dizer que amamos a Deus se desprezamos o nosso semelhante – ensina o religioso. 

Dom Joanir celebrando uma missa