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EM SUSPENSE

Hotelaria e casas de aluguel aguardam flexibilização para o próximo feriado em Cabo Frio

Empresários estão na expectativa de novo decreto, mas Prefeitura diz que atuais regras estão mantidas por enquanto

24 setembro 2020 - 10h46Por Rodrigo Branco

Passadas duas semanas do feriadão da Independência, cresce a expectativa de donos de meios de hospedagem e de casas de aluguel quanto a uma possível flexibilização já para a folga prolongada que inclui o Dia da Padroeira, em 12 de outubro, e a Semana do Saco Cheio, período de muita procura turística por visitantes mineiros. A liberação de atividades comerciais nas praias durante o feriado cívico foi tratada como teste para possíveis novas permissões, mas, até o momento, a Prefeitura mantém as atuais regras restritivas, relativas à bandeira laranja.

Entre outras coisas, isso significa que estão mantidas, até segunda ordem, a proibição de entrada de ônibus de excursão e o funcionamento das casas de aluguel; bem como a ocupação nos meios de hospedagem limitada a 40% dos leitos. Entretanto, com a proximidade do feriadão, cresce o lobby dos segmentos interessados. O presidente da Associação de Hotéis de Cabo Frio, Carlos Cunha, disse que tem se encontrado com frequência com o secretário de Turismo, Manoel Vieira. Cunha prega cautela, mas se mostra otimista em relação a uma possível distensão nas medidas restritivas.

– Desde que acabou o feriado, a gente tem se reunido praticamente toda semana com o secretário de Turismo. Estamos acompanhando os dados epidemiológicos em conjunto com a Prefeitura. Tivemos dias mais altos, e mais baixos, mas na média tem se mantido estável. E isso possibilita uma conversa mais fácil. Estamos conversando. Pode ser que a gente tenha uma possibilidade de uma ocupação um pouquinho maior daqueles 40% com que estamos trabalhando hoje. Mas nada certo ainda. Estamos acompanhando com muito cuidado para não dar um passo que tenha que recuar depois – prega. 

De acordo com os últimos dados da Secretaria de Saúde, divulgados na segunda-feira (21), o município registrou 2.555 casos confirmados de Covid-19 e 140 mortes pela doença. A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com a doença é de 29,4% (cinco de 17). Na sexta-feira anterior ao feriado, dia 4, o município tinha 2.339 casos confirmados e 126 mortes, o que significa um aumento de 9,2% no número de casos e de 11%no de mortes. Naquela ocasião, a ocupação de leitos de UTI com infectados pelo novo coronavírus era de 57,9% (11 de 19).

A redução no número de casos foi dada como justificativa para a Prefeitura para a desativação do Hospital Unilagos, usado como unidade de referência para tratamento de pacientes. Para o presidente da Associação dos das Hospedarias Legalizadas de Cabo Frio (Ailha), Adonay de Nazareth Filho, o anúncio é um indício de um possível afrouxamento nas regras.

De outro lado, o representante da categoria mostrou-se irritado pela falta de diálogo com a Prefeitura. Até esta quarta-feira (23), a associação não havia sido procurada pelo governo para tratar do assunto. Segundo Adonay, as conversas com o governo começarão apenas no dia 1º, o que prejudica as reservas.

– Vamos esperar essa semana no máximo. Depois vamos tomar as medidas que acharmos cabíveis. Já que o feriado foi uma bagunça, a cidade lotou, deu 50 mil carros de passeio, cerca de 150 mil pessoas e o meu segmento ficou sem trabalhar. Hotéis e pousadas tudo lotado, ninguém respeitando o decreto de 40%. Sinceramente vi muito hotel e pousada entupido. Vou esperar a postura da prefeitura quanto a gente. Também não vamos ficar esmolando atenção. A gente vai tomar nossas medidas e vai trabalhar do jeito que achar melhor já que a Prefeitura não nos procura para negociar – disparou, acusando a Prefeitura de descaso.

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