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Hospital do Jardim Esperança, em Cabo Frio, é alvo de queixas

Usuários reclamam de falta de médicos, remédios e demora na entrega de exames

07 novembro 2014 - 15h21Por Nicia Carvalho|Foto: Johnny Costa

Parece novidade, mas não é. Mais uma vez, usuários dos serviços públicos de saúde de Cabo Frio encontram dificuldade na hora em que precisam de algum tipo de atendimento. Desta vez, a reclamação é direcionada ao Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança. Moradores do bairro e adjacências se queixam a falta de médicos, principalmente na emergência, de medicamentos, demora na realização de exames e de marcação de consultas.

A secretaria de Saúde, por sua vez, alega que a falta de médicos na emergência acontece devido à violência do bairro. Já a demora no atendimento, em razão de a população não diferenciar situação de emergência de consulta ambulatorial. Quanto à marcação de exames, que mesmo os mais complexos são agendados dentro do mês de solicitação do médico.

 Em relação aos exames, a secretaria informou que a entrega depende do tipo de exame que o paciente vai fazer e que “para evitar dúvidas, é importante que o paciente tenha em mãos a relação dos exames solicitados pelo médico, para que possamos informar corretamente a data de liberação dos mesmos”.

Apesar das explicações, a população se queixa dos serviços. A dona de casa Penha Carneiro, 56, é um dos exemplos. Ela aguarda desde quarta-feira que a neta de cinco meses, que está com pneumonia, seja transferida para outro hospital municipal, o da Criança.

– Tem sempre muita gente aqui para ser consultada, está sempre lotado. E minha neta, um bebê sem imunidade e no meio de tanta gente doente aguarda a vaga porque aqui não tem como tratar – reclamou a moradora do Porto do Carro.

A cozinheira Leis Gonçalves, 64, faz coro e ainda aumenta as queixas. A moradora do Jardim Esperança estava com as netas Isabela, de 4 anos, e Giovanna, de 9, aguardando por atendimento de pediatria na emergência. Segundo ela, a suspeita era de que a neta mais nova apresentava sinais de catapora.

– O serviço está muito ruim. A sala interna está lotada. Eles (funcionários) tiram da recepção para não ficar à vista. Só tem um pediatra atendendo. É difícil conseguir exame, medicação. O resultado demora e enquanto isso a doença avança – disparou.

O ajudante de servente Guto de Oliveira tem experiências similares para contar. Ao procurar a unidade na manhã de ontem, por conta de uma crise de coluna que o fazia mancar, saiu da unidade sem encontrar alívio. Não havia medicação, raio-X não funcionava e sem atendimento de emergência para ortopedia. Segundo ele, a situação é recorrente e a esposa também já passou pelo mesmo problema.

– O atendimento é muito difícil. Falta medicamentos e não pude fazer o raio-X da coluna porque o aparelho não está funcionando. Então, fui encaminhado para o ambulatório de ortopedia, também não consegui remédio que faz parte da listagem (da farmácia básica) e aqui não tem – reclamou (Nota da Redação: a reportagem tentou, mas não conseguiu identificar na receita o nome do medicamento). 

A paciente que se identificou apenas como Kátia tenta desde o início de outubro fazer uma endoscopia. Ela também não conseguiu o remédio clonazepam, de 2 miligramas.

– Só dia 11 para saber quando vai ser possível fazer – contou.