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Homem que teve complicações cardíacas recebe alta

Carlos Eduardo Oliveira afirma que teve fio esquecido em cirurgia para colocar marcapasso

08 abril 2016 - 10h11Por Rodrigo Branco
Homem que teve complicações cardíacas recebe alta

Diretor da clínica preferiu não se pronunciar, mas médico responsável pela liberação defendeu o procedimento (Divulgação)

Recebeu alta, ontem, Carlos Eduardo Oliveira de Souza, 38 anos, que estava internado desde sábado no hospital Jardim Esperança. Carlos Eduardo procurou a unidade no fim de semana queixando-se de fortes dores. O cabofriense, que é engajado em projetos sociais, sofre com problemas cardíacos desde 2010, quando foi constatada a necessidade de implantação de um marcapasso.

Segundo ele, após complicações que resultaram em sintomas como ‘choques’ no peito, Carlos Eduardo foi submetido à nova cirurgia para troca de um eletrodo do equipamento. Ainda de acordo com o rapaz, a intervenção, realizada na Clínica Santa Helena, não saiu como o esperado e um fio foi deixado dentro do seu coração. O pedaço de condutor elétrico só foi retirado depois de dois dias de cirurgia no hospital Pedro Ernesto, no Rio, em 2012.

De lá para cá, no entanto, Carlos Eduardo alega que suas condições de saúde pioraram, o que culminou na sua internação no último fim de semana. No período em que ficou no hospital, ele teve cinco paradas cardíacas. Segundo suas filhas, a unidade não havia remédios e estrutura adequada. Ele move uma ação contra a prefeitura de Cabo Frio e, agora em casa, diz que não sabe o que pode acontecer.

– Viram apenas o marcapasso, mas não fizeram um exame para ver como está o meu coração. Tô com falta de ar, tenho dor nas costas 24 horas por dia, meu nariz sangrou. Venho desde 2010 nessa luta e estou sofrendo muito – disse, chorando.

Em nota, a secretaria de Saúde informou que o paciente estava ‘clinicamente bem’ e que ‘em momento algum precisou de UTI’. Com relação aos medicamentos, a pasta disse os remédios comprados pelo paciente ‘não fazem parte da rede de saúde’.

Procurado, Fernando Santana, um dos responsáveis pela Clínica Santa Helena preferiu não por se manifestar ‘por não ser cirurgião e não conhecer o caso’.

Responsável pela liberação, o cardiologista Carlos Alberto Barrozo disse que do ponto de vista do marcapasso, está tudo certo. Ele afirmou que os exames já foram pedidos pelo hospital, mas que não há urgência em fazê-los. De acordo com Barrozo, as crises de arritmia (aceleração dos batimentos) serão tratadas por meio de remédios.

– Ele reclamou de tosse e pigarro, mas o raio-X do tórax está em ordem – disse o médico.