Assine Já
sábado, 25 de setembro de 2021
Região dos Lagos
23ºmax
17ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 51256 Óbitos: 2089
Confirmados Óbitos
Araruama 12211 437
Armação dos Búzios 6305 64
Arraial do Cabo 1689 90
Cabo Frio 14244 839
Iguaba Grande 5384 138
São Pedro da Aldeia 6892 286
Saquarema 4531 235
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

Hoje é dia: Ney Matogrosso faz 80 anos; assista e ouça mais do cantor

Confira fatos e datas entre 1º e 7 de agosto

01 agosto 2021 - 13h50Por Por Luiz Claudio Ferreira | Agência Brasil
Hoje é dia: Ney Matogrosso faz 80 anos; assista e ouça mais do cantor

Era o ano de 1973 quando os versos de Sangue Latino (de João Ricardo e Paulinho Mendonça) saíam de uma forma especial da voz de um jovem cantor, de aparência andrógina, vindo de Bela Vista (MS) e que faria história a partir daquele primeiro disco do grupo Secos e Molhados (que incluiu, entre as músicas, Rosa de Hiroshima, e vendeu mais de um milhão de cópias).

No ano seguinte, Ney de Souza Pereira, que adotou o apelido Ney Matogrosso, faria mais um LP com a banda, e depois partiria para a carreira solo. Mais 33 discos e uma das histórias mais marcantes da música brasileira.

Neste domingo (1º), Ney completa 80 anos. O aniversário do artista é uma das datas a serem celebradas nesta primeira semana de agosto. A coluna Hoje é Dia mostra que o acervo de veículos da EBC é vasto dessa trajetória de cinco décadas de carreira, reinventada em talento e visibilizada pelas impactantes transformações no palco.  

Confira homenagem que o Programa Momento Três fez há cinco anos para o aniversário de Ney Matogrosso.

Ouça aqui a versão da banda Nenhum de Nós para a música Sangue Latino, veiculada pelo Painel Nacional.

No ano de 2014, no programa Sem Censura, Ney Matogrosso ratificou que o seu trabalho de palco mistura o cantor e o ator em toda a carreira para sempre contar uma história. "Eu nunca subi no palco como uma pessoa, mas como uma personagem", disse.

Confira abaixo o programa

 

O artista voltou a tratar sobre esse assunto no programa Estação Plural, também da TV Brasil. Para ele, essa personagem é um híbrido masculino, feminino, inseto, ave, felino...  "Eu gostaria de ser uma águia, um tigre. No palco eu realizo tudo isso". O artista lembrou-se, na ocasião, que saiu de casa com 17 anos de idade e foi ser militar da Aeronáutica. Chegou também a ser enfermeiro. Mas o destino dele seria a música.

Confira abaixo no programa Estação Plural

 

No programa, o crítico Jotabê Medeiros explicou que uma revolução realizada pelo Ney Matogrosso foi comportamental. "Ele demonstrou talento extraordinário com uma trajetória particular. Ele é um cara de cena. Um talento cênico excepcional. Ele seria excepcional em qualquer cultura. Trata-se de um interprete de leque inacreditável".

O crítico contextualiza que a obra do artista se renova sempre, tanto que mantém um diálogo muito rico com novas gerações. Ainda no Estação Plural, o diretor de arte Marcus Preto acrescenta que Ney foi sempre capaz de transitar por vários gêneros. "Com uma capacidade cênica que o transformou em um dos "maiores artistas do mundo". 

Ney Matogrosso explicou que seu estilo marcante desde os tempos do Secos e Molhados surgiu a partir de reflexões sobre o espaço de representações. "Por que um bailarino pode ter um gesto mais poético e um cantor não pode? Aí quando eu via que as pessoas ficavam perturbadas, descobri que era o caminho. Não podemos ficar parados em trilhos. Sem questionar nada (...) Não tem lado ruim em ser transgressor", afirmou.

Nas entrevistas, Ney Matogrosso explica que o ser "híbrido" dos palcos desaparece ao final das performances, e dá lugar a uma pessoa mais tranquila.  Para ouvir mais de Ney, em um estilo diferente, ouça interpretação dele em especial para homenagear o cantor Lupicínio Rodrigues.

 

Baque

Ainda no campo da música, este domingo também é dia do maracatu. Uma manifestação cultural que, há sete anos, foi celebrada como patrimônio imaterial do Brasil.  No baque solto, ou maracatu rural, ou no baque virado, o maracatu-nação, faz parte da identidade cultural principalmente pernambucana.

Há nove anos, o programa Expedições, da TV Brasil mostrou quatro grupos: Estrela Brilhante de Igarassu, Piaba de Ouro, Beija-Flor de Aliança e Maracatu Nação Pernambuco. A atração recorda ainda que o ritmo foi perseguido pelos colonizadores, mas sobreviveu para contar uma história de amor e luta.

Uma cultura vivíssima, nas áreas urbanas e rurais, e que fica mais visível para o país inteiro no período de Carnaval. 

Aleitamento materno

Este domingo, também, é dia para uma reflexão especial sobre a importância do estímulo ao aleitamento materno para a saúde dos bebês. Por isso, chamado de "Agosto Dourado". Trata-se do dia mundial para a conscientização a respeito do tema.

 A nutricionista Gisele Noronha, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou, há quatro anos, para o Tarde Nacional que o leite materno é uma "primeira vacina" e é o melhor alimento que existe. "Não existe no mundo alimento igual a ele. Ele é totalmente completo e dá tudo o que um bebê precisa, tanto em relação à sua composição nutricional, quanto pelo aspecto imunológico". Confira aqui a entrevista

Ouça mais reportagens de rádio sobre o assunto 

Assista a reportagens da TV Brasil sobre o tema 

Em maio deste ano, inclusive, o Brasil lançou campanha para incentivar a doação de leite humano.  A Agência Brasil  registrou que o Brasil conta com 222 bancos de leite materno e 220 pontos de coleta. No ano passado, foram doados 229 mil litros de leite materno por 182 mil mulheres. Esses números marcaram um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. Mas, segundo o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, ainda só representa 64% do necessário.

Contra a violência

Ainda nesta semana, no sábado (7 de agosto), completam-se 15 anos da aprovação da Lei Maria da Penha ( nº 11.340), que tem sido fundamental para coibir a violência doméstica contra a mulher.

A atenção a esse tema resulta diariamente em reportagens e programas em todos os veículos da EBC. Desde o início da pandemia, a Agência Brasil tem chamado atenção para o aumento da violência doméstica e as subnotificações.

O programa Caminhos da Reportagem também destacou a questão no ano passado.  “Os números nos permitem dizer que temos violência doméstica em perto de 40% dos lares”, afirmou a diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo. O programa conversou com mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica e criaram projetos para ajudar outras mulheres a fazerem o mesmo. Para elas, o amparo da lei Maria da Penha e uma forte rede de apoio, formada pela família, por amigos e vizinhos foram fundamentais. 

 

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.