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'HCE não poderia substituir a UPA', diz vice do Cremerj

Nélson Nahon diz que unidade não tem condições materiais e humanas de absorver a demanda

31 março 2016 - 09h21Por Rodrigo Branco
'HCE não poderia substituir a UPA', diz vice do Cremerj

Fechamento da UPA do Parque Burle foi considerado problemático para o Conselho Regional (Arquivo Folha)

O Hospital Central de Emergência, em São Cristóvão, não tinha condições de absorver o movimento de pacientes que procuravam a UPA do Parque Burle, fechada no fim do ano passado. O diagnóstico é do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Nélson Nahon, em entrevista exclusiva à Folha.

Na próxima semana, conforme noticiado na edição de ontem, a entidade vai entrar com representação no Ministério Público pedindo solução para uma série de irregularidades encontradas durante visitas de inspeção realizadas em fevereiro no HCE, no Hospital da Mulher e no São José Operário.

Folha – O que mais chamou a atenção nessa inspeção?
Nahon – Em primeiro lugar o fechamento da UPA. Pelos relatórios, o hospital que absorveu o movimento (HCE) não tinha a estrutura necessária para emergência: insumos, medicamentos, recursos humanos. Evidentemente o HCE ficou sobrecarregado. No Hospital da Mulher, também vimos deficiências.

Folha – Com a denúncia ao MP, o que acontece agora?
Nahon – Nossa entrada não é contra ninguém. O MP é um órgão da Justiça que tem como objetivo melhorar o atendimento ao cidadão. Queremos apenas encontrar as saídas necessárias. Sabemos que o estado passa por grave crise não passa recursos, mas cabe a Cabo Frio e outros municípios o buscarem em outro lugar, na esfera federal.

Folha – Como chegou ao ponto de o Cremerj tomar essa atitude?
Nahon – O Cremerj é uma autarquia federal que tem a obrigação institucional de fiscalizar as condições éticas de trabalho. Quando isso não acontece quem sofre são os profissionais e a população. Só temos como usar esses dois caminhos para denunciar: a imprensa e o Ministério Público.

Folha – E qual o pior problema para os médicos hoje?
Nahon – Fizemos uma pesquisa e o salário ficou em terceiro lugar. Os profissionais preferem boas condições de trabalho.

Folha – Já falou com o secretário de Cabo Frio ?
Nahon – Estamos dispostos a conversar, dialogar. Ele reconhece a situação. A culpa não é dele. Sem verbas, complica. Mas e aí? Alguém tem que fazer algo.

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