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Guardadores ‘privatizam’ ruas do centro da cidade

Nilo Peçanha foi ‘interditada’ por flanelinhas no fim de semana

21 novembro 2016 - 23h59Por Redação | Foto do leitor
Guardadores ‘privatizam’ ruas do centro da cidade

 Guardadores ilegais seguram as vagas usando tijolos e pedras

Quem precisa estacionar seu car­ro nas vias públicas de Cabo Frio precisa, no momento, pedir licença a guardadores ilegais que se insta­laram pelo centro da cidade. E por pedir licença, entenda-se pagar. No fim de semana, flanelinhas interdi­taram um pedaço da avenida Nilo Peçanha – adjacente à praia – com tijolos e cadeiras. A poucos metros das vagas ‘privatizadas’, no can­teiro central, um homem esperava para cobrar de quem quisesse parar ali. Uma cena corriqueira em dias de abandono de Cabo Frio.

A foto que ilustra a matéria mos­tra o trecho da Nilo Peçanha entre as ruas Meira Júnior e Tamoios estava ‘reservado’ para os ‘clientes’ dos guardadores ilegais. Ela foi tirada pelo empresário Vinicius Pinheiro, por volta das 10h de domingo, ante­ontem, mas, segundo outros relatos ouvidos pela Folha, a cena está sen­do comum aos fins de semana.

– Assim que estacionei, ele veio me abordar [o homem sentado em um toco no canteiro central, na foto ao lado], mas logo depois foi dis­cutir com um outro guardador, di­zendo que esse cara estava devendo a ele. Eles estavam quase brigando e, como eu estava com minha filha pequena, preferi entrar no carro e ir embora – relata o empresário.

Ainda segundo Vinicius, um carro adesivado pela Prefeitura de Cabo Frio passou pelo local, mas isso não inibiu os guardadores.

– O carro da Prefeitura encostou ao lado deles e conversou alguma cois. Daí, foram embora [os agentes da Prefeitura]. O primeiro [guarda­dor] continuou no local e o outro passou a cobrar quem estacionava ali em frente à Praça das Águas.

Situação semelhante viveu um outro empresário, de 32 anos, que preferiu não se identificar:

– Minha esposa já sofreu uma pe­quena ameaça e arranharam a lateral do meu carro porque ela se recusou a pagar o “estacionamento” ali perto do Santander, na Raul Veiga. Aque­les caras têm até uniforme e cobram estacionamento ilegal – contou.

A Folha dos Lagos tentou entrar em contato com a Coserp, respon­sável por ordenar o estacionamento no município, mas não teve resposta até o fechamento, às 17h.