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Greves deixam estado em colapso

Região é afetada por paralisações que já atingem 33 categorias de servidores
 

08 abril 2016 - 10h02Por Rodrigo Branco
Greves deixam estado em colapso

A situação financeira do estado piora a cada dia e o reflexo é sentido no atendimento à população. Na manhã de ontem, trinta e três categorias de servidores estaduais do Rio assinaram um documento anunciando greve. Muitas delas, como a Educação e o Detran já tinham decretado a paralisação antes mesmo da formalização do movimento. Entre demandas específicas de cada setor, o funcionalismo público exige a regularização no pagamento dos salários.

Os servidores querem ainda o fim do pacote de medidas enviado à Alerj, no qual estão itens polêmicos como o congelamento de salários até 2018 e o aumento da contribuição previdenciária. Até mesmo o salário de março, que deveria ser pago no décimo dia útil deste mês está a perigo, segundo o governador em exercício Francisco Dornelles.

A greve já tem impacto nas repartições públicas da Região dos Lagos. No fórum de Cabo Frio, audiências que não são consideradas urgentes estão sendo remarcadas. Conforme a Folha publicou na edição de ontem, o atendimento no Detran também já sente as consequências da paralisação. Exames práticos e teóricos de direção estão suspensos nos próximos dias. O posto do órgão no centro de Cabo Frio ficou fechado. Apenas funcionários terceirizados e chefes de setor estão trabalhando nos postos.

Já na área de segurança, a Polícia Civil se vê às voltas com ameaça de interrupção do serviço. Delegacias em todo estado estão em estado de greve. O delegado titular da 126ª DP (Cabo Frio), preferiu não comentar o assunto, enquanto sua antecessora, Flávia Monteiro, hoje na 132ª DP(Arraial do Cabo) informou que o atendimento na unidade está normal. De toda forma, ela participa de uma reunião na manhã desta sexta (8) para se atualizar sobre a situação geral. 

A área de segurança pública é uma das que mais tem sofrido com os cortes de despesas, como o combustível das viaturas da Polícia Civil. Por conta de uma dívida de mais de R$ 10 milhões com a operadora do programa que integra todas as delegacias, o serviço pode ser suspenso, o que na prática, prejudicaria todo o serviço de investigação.

Protesto – Manifestantes fizeram na tarde desta quinte-feira (7) um protesto em frente à sede do governo estadual, em Laranjeiras. Um grupo foi recebido e houve a promessa de que até hoje haveria solução para o pagamento do mês de abril. Um empréstimo de R$ 1 bilhão não está descartado.

(*) Atualizado em 08/04 às 10:07 h.