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Greve

Greve dos bancários dura 15 dias e categoria se mantém firme na negociação

Dor de cabeça e uma novela que está longe de acabar

21 outubro 2015 - 09h48Por Gabriel Tinoco

Ao que tudo indica, a greve dos bancários, que já dura 15 dias, está longe de um fim. Re­presentantes da Federação Na­cional dos Bancos (Fenaban) se reuniram com a categoria para pôr fim à paralisação, mas as negociações não avançaram. Os bancários reivindicam rea­juste salarial de 16%, que seria uma reposição da inflação mais 5,7% de aumento real.

    

    Foto Eduander Silva

De acordo com informações do presidente do sindicato de Niterói e Região dos Lagos, Suez Santiago, a reposição da inflação é o critério mínimo para negociação.

– Esperamos uma proposta decente para encerrar a greve. O que não podemos é aceitar uma proposta abaixo da reposição da inflação de 9,88%. Tem que ser desse patamar para frente. Caso contrário, não há nem conversa. Ainda acrescentamos uma quan­tia a mais na pauta, que seria o ganho real – diz ele, irredutível.

O movimento recebeu adesão total na Região dos Lagos. Com exceção do atendimento a pen­sionistas e aposentados, todo o atendimento ao público foi sus­penso. Suez ainda lembra que essa já é a greve que mais fechou agências no país inteiro.

– Estamos aguardando. Mais agências são fechadas a cada dia que passa. A greve desse ano já é considerada a maior greve da história, a que teve mais agên­cias fechadas até agora – comen­ta ele, lembrando que a proposta dos bancos na tarde de ontem foi inaceitável.

– Aumentaram muito pouco. Deixamos bem claro que as ne­gociações começam acima da inflação – disse.

Segundo dados do Sindica­to dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Confedera­ção Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 12.496 agências e 40 cen­tros administrativos paralisaram suas atividades em todo o Brasil.

 

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