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Ginásio Vivaldo Barreto está completamente abandonado

Centro esportivo do Jardim Esperança, em Cabo Frio, tem infiltração e vestiários em péssimo estado 

09 setembro 2014 - 12h08Por Gabriel Tinoco|Fotos: Johnny Costa
 Ginásio Vivaldo Barreto está completamente abandonado

Um cartaz rasgado e inúmeras pichações são o ‘cartão de visitas’ da entrada do Ginásio Vivaldo Barreto, na Estrada Velha de Búzios, no Jardim Esperança, em Cabo Frio.  E, se a primeira impressão é a que fica, o que estava ruim pode ficar ainda pior:  na parte interna, os problemas se multiplicam por todos os lados. Quem sofre são os atletas e o público dos campeonatos, que têm de conviver com infiltrações espalhadas por paredes e teto, vestiários em péssimo estado, teias de aranha e muita poeira. A Folha tentou entrar em contato com a Secretaria de Esportes, que não respondeu até o fechamento desta edição. 

– As infiltrações têm que acabar com urgência. Cai muita água na quadra. Não há uma boa manutenção no ginásio. No máximo, há uma pessoa para varrer o chão ou limpar o banheiro. A manutenção é muito básica mesmo. Quem vem aqui se depara com teias de aranha ao redor de todo o ginásio. É absurdo deixar chegar nesse ponto – comenta o professor de judô Rubem Alves, 44, que também culpa a ação de vândalos pelo estado do ginásio.

– Tem que avaliar a situação pelos dois lados. O que adianta reformar um banheiro se as pessoas quebram no dia seguinte? Nem sempre a culpa é do poder público. As pessoas fazem vandalismo com o patrimônio público e não deixam que o governo construa boas coisas. Não dá para tirar a culpa da população, que não tem o mínimo de educação também – completa. 

O jogador do Arraial, Dawid Quaresma, 18, se demonstra completamente insatisfeito com os riscos causados pelas infiltrações. De acordo com ele, há partidas com o piso extremamente escorregadio.

– A infraestrutura não é tão ruim quanto falam. Mas o principal problema são as infiltrações. Na época em que estava na categoria sub-17, vi jogos em que ninguém conseguia correr. Parecia futebol de sabão. Subi para o time principal e vi que o piso escorrega bastante mesmo. Nós, atletas, corremos riscos de levar um tombo e ter alguma lesão mais séria. Os vestiários também não são do tamanho ideal e nem bem cuidados – afirma.

E há quem pegue mais pesado na hora de criticar. É o caso de Gabriel Castro, 18, jogador da ADDP/ Cabo Frio.

– É ridículo ter que usar aquele Ginásio para qualquer competição. O vestiário é menor do que o banheiro da minha casa e está abandonado. Em dias de chuva, nem podemos pensar em ter jogos. O problema é que, quando o piso não está escorregadio, está agarrando na chuteira. Isso atrapalha o rendimento de qualquer atleta em todas as modalidades. Um bom incentivo ao esporte da região seria melhorar aquela quadra – protesta. 

Já Douglas Costa, 23, atleta do Zelador, não vê empenho do poder público para melhorar o atual cenário da quadra.

– É complicado se preparar para um jogo e não entrar em quadra por causa de chuva. Isso não existe. Mas não vejo nenhuma ação do governo para melhorar nada. Estamos sem ser ouvidos nesse governo. Esse problema de água caindo na quadra é muito antigo e não requer muito esforço para resolver.

O jogador do União, Carlos Bessa, 24, vai mais além e pede por uma reforma todos os setores do centro poliesportivo. 

– Sei que muitos jogadores falam da quadra, mas esse não é o único problema. Desde que o ginásio foi inaugurado, não vemos uma reforma sequer. Precisamos melhorar de uma maneira geral. A placa com o nome do ginásio está quebrada. Falam muito no piso, mas esquecem que os atletas estão em lugares apertados e quebrados. A questão da chuva também é bastante complicada, porque adia jogos.