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Funcionários fazem limpeza no prédio da Prefeitura

Primeiro dia fica marcado por problemas estruturas da sede do Governo

02 janeiro 2017 - 23h02Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Funcionários fazem limpeza no prédio da Prefeitura

 Se o discurso do prefeito Mar­quinho Mendes (PMDB) é de re­construção, é bom que comece pela própria sede do governo municipal. No primeiro dia útil de trabalho da nova gestão, a equipe de trabalho de Marquinho assustou-se com as condições de infraestrutura no pré­dio deixadas pela gestão anterior, de Alair Corrêa (PP). Em várias salas, foi dada falta de móveis, ventila­dores, computadores e até das ma­çanetas das portas, material levado nos últimos dias do governo Alair.

Nem o gabinete do prefeito esca­pou ileso, pois parte do mobiliário foi retirada do local. Um dos luga­res em situação mais crítica é a co­ordenação de Comunicação Social. Um armário onde era guardado ma­terial de escritório foi furtado atra­vés da janela. Em função disso, um boletim de ocorrência chegou a ser registrado pelos antigos coordena­dores da área. Outra sala foi interdi­tada, pois uma infiltração fez parte do teto mofado ceder.

A tarefa de divulgar as primeiras ações governamentais na mídia tam­bém está dificultada porque faltam computadores e o telefone está cor­tado para chamadas externas, uma vez que a dívida com a operadora de telefonia chega a cinco meses de atraso. Aliás, nos próximos dias, Marquinho irá pessoalmente, acom­panhado do secretário de Adminis­tração, Deodoro Azevedo, renego­ciar os débitos do município com as concessionárias de água (Prolagos) e de energia elétrica (Enel).

No Departamento de Licitação, a situação é um pouco melhor, mas em uma das salas as paredes estão descascando também por causa de vazamentos. Já no Controle Inter­no, não havia monitores suficientes para todos os computadores. Diante do problema, equipes já fazem o le­vantamento dos danos para que os problemas sejam resolvidos e uma nova contabilização dos itens (in­ventário) será realizado por cada um dos setores.

Enquanto isso não acontece, os servidores têm que lidar com pro­blemas básicos como a falta de água nas torneiras, por causa de um problema na bomba; e de material de limpeza. Como se não bastasse, os transtornos se espalharam por outras secretarias. Na de Turismo, por exemplo, a falta de luz fez com que a secretária Fabíola Bleicker se mudasse para o prédio da Prefei­tura. Por sua vez, as secretarias de Educação e Fazenda foram encon­tradas em condições aceitáveis de trabalho.