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TESTEMUNHA OCULAR

Folha chega aos 31 anos: historiadores analisam trajetória de quem conta os fatos do nosso tempo

Jornal é o veículo impresso de maior longevidade na história de Cabo Frio

30 abril 2021 - 18h08Por Rodrigo Branco

Em 30 de abril de 1990, quando a primeira edição da Folha dos Lagos chegou às bancas, o mundo era bem diferente de como o conhecemos hoje. Hoje feita em tempo real, a comunicação esbarrava nas limitações tecnológicas da época. A evolução da sociedade e o desenvolvimento da Região dos Lagos foram relatados nos livros de História, mas também nas matérias estampadas em papel-jornal de quase 6 mil edições ao longo de mais de três décadas. Por isso mesmo, as nossas páginas são fonte de pesquisa para historiadores e professores atrás do registro documental de uma era.

No caso do professor Paulo Cotias, o trabalho de seus alunos no curso de História da Universidade Estácio de Sá extrapolou os limites do meio acadêmico e foi parar no livro ‘Folha dos Lagos – Quando a Notícia Vira História’, lançado pela Sophia Editora em 2015. A obra comemorativa pelos então recém-completados 25 anos de fundação foi fruto de uma investigação da trajetória do periódico por meio de entrevistas; da pesquisa de arquivos, edições antigas e fotos; e testemunhos. 

Para Cotias, os jornais são uma das fontes mais importantes para a análise dos fatos ou a compreensão de uma época. Segundo o professor, ao longo da sua trajetória, a Folha proporcionou ao público “um mosaico de realidades por meio de informações construídas com responsabilidade, imparcialidade e profissionalismo”. O historiador, que também é colunista do jornal, relembra o que constatou durante a pesquisa para a realização do livro.

– Uma das coisas que percebemos ao lidarmos com esse tipo de arquivo é que muitas das matérias do ontem retornam aos dias de hoje sob novas letras, mas com quase as mesmas demandas ou características. Os problemas enfrentados pelo povo, as articulações politiqueiras e as promessas, sempre requentadas e servidas como uma grande novidade. Mas também são importantes marcadores da relação entre a região, o Brasil e o mundo, mostrando como os grandes acontecimentos se refletiram em nosso espaço micro. Ajuda a entender as transformações nos modos de pensar e no quanto a sociedade foi se modificando conforme a própria estrutura das cidades também se transformava – pondera.

Ex-articulista da Folha e entrevistado frequente do jornal, sobretudo para falar de assuntos políticos e históricos, o professor José Francisco de Moura, o Professor Chicão, celebra a longevidade do veículo, recordista em circulação ininterrupta na história de Cabo Frio.

– Completar 31 anos ininterruptos numa cidade pequena é inacreditável. Para se ter uma ideia, já é o jornal mais longevo da história da cidade. Eu sou um colecionador de jornais antigos e dou um valor maior ainda a isso do que uma pessoa comum. Dedico parte da minha vida a colecionar jornais antigos. Daqui a 50 anos, a Folha dos Lagos vai ser o maior fornecedor de informações do período que a gente está vivendo para os historiadores do futuro. Não tem palavras para definir a importância disso em termos da história da cidade. Tem muitas coisas que você só encontra no jornal, como o dia a dia cidade, as festas, a parte de obituário, os escândalos políticos, os acidentes. Então o jornal é uma fonte maravilhosa para pesquisar o passado, melhor do que as atas da Câmara – avalia o professor.

Parceiro de Chicão na autoria do livro ‘História de Cabo Frio – dos sambaquieiros aos cabo-frienses (c. 3.720 a. C. – 2020)’, também publicado pela Sophia, o historiador Luiz Guilherme Scaldaferri ressalta a importância da Folha como investigadora de um período de intensas mudanças na região, passando pela crise atual, da pandemia do novo coronavírus. 

– A Folha, ao longo desses 31 anos, tem prestado um excelente serviço para sociedade cabo friense e de toda a região. Tem passado pela transição dos royalties de petróleo; pela nova conjuntura da pandemia, e tem prestado relevantes trabalhos não apenas em relação à política, mas à economia. E no campo da cultura e do resgate da história de Cabo Frio, chamo atenção pelo belíssimo trabalho da editora, que vem se dedicando a valorizar a cultura e as questões ligadas ao patrimônio cultural, com obras belíssimas que resgatam a história da região e que, de uma certa maneira, preenchem um vazio que só ocupado por grandes empresas de comunicação. A Folha está de parabéns e que continue por mais 31 anos – comemora o pesquisador.

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