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Incêndio

Fogo em depósito em Cabo Frio deixa grande estrago à distribuidora

Reportagem esteve no local no dia seguinte ao incêndio e constatou que prejuízo foi considerável

23 agosto 2017 - 20h06Por Texto e fotos: Rodrigo Branco
Fogo em depósito em Cabo Frio deixa grande estrago à distribuidora

No dia seguinte ao incêndio que destruiu boa parte do depósito da Loja Feli-Pão, na Avenida Júlia Kubistchek, o comércio não teve condições de funcionamento. Ainda não há a informação do prejuízo total, mas a reportagem da Folha esteve com exclusividade dentro do depósito e pôde conferir que o estrago foi grande. A distribuidora teve parte da fiação elétrica derretida pelo calor. Funcionários tentavam resgatar o que podiam, entre caixas de hambúrgueres e embalagens de catchup. Pacotes de pães e de farinha de trigo estavam cobertos para ficarem protegidas da fuligem. Ninguém quis dar entrevista, mas um homem que se identificou como primo do dono confirmou o baque.

– Ele está no Rio e depois vem para saber qual foi o prejuízo. Ele está com a cabeça a mil – disse.

Segundo a polícia, dentro de, no máximo, um mês será conhecida a causa do incêndio que destruiu parcialmente o depósito de produtos na Rua Romário Gomes, na Vila Nova, na noite de anteontem. Técnicos da Polícia Civil estiveram ontem no local batendo fotos e fazendo anotações. Para a realização do trabalho, foi interditada parte da rua, que fica nas imediações da Avenida Júlia Kubitscheck. No fim da tarde, contudo, a calçada naquele trecho já havia sido liberada.

O Corpo de Bombeiros também realizou uma perícia de combate a incêndio, mas há  a necessidade do resultado do laudo da Polícia Civil. O comandante do 18º Grupamento de Bombeiro Militar (18º GBM), tenente-coronel Cássio Capelli, disse que são muitas as possibilidades da causa do incêndio.

– Pode ter sido ponta de cigarro jogada no chão ou um curto-circuito. A perícia apontará qual a causa – disse Capelli, que comandou toda a operação de combate ao fogo, que durou mais de quatro horas.

Uma equipe da Defesa Civil Municipal também esteve no local para avaliar os danos e o possível comprometimento na estrutura do imóvel. Segundo a reportagem apurou, o morador do prédio que fica ao lado do galpão teve que ser retirado, uma vez que houve danos nas paredes laterais e na parte traseira do apartamento. No entanto, curiosamente, uma vidraçaria que fica no térreo do prédio funcionava normalmente no fim da tarde de ontem. Após horas de ‘apagão’, o quarteirão teve a energia restabelecida na manhã de ontem por funcionários da Enel.

Tragédia evitada – As chamas começaram por volta das 19 horas de anteontem e rapidamente se espelharam em função da natureza inflamável dos materiais que estavam armazenados. O combate ao fogo durou cerca de quatro horas e meia, incluindo o processo de rescaldo. Foi necessário o reforço de homens e viaturas dos destacamentos de São Pedro da Aldeia e de Arraial do Cabo. Segundo os Bombeiros, seis caminhões e 30 homens participaram da ação, que consumiu 80 mil litros de água. Parte do líquido foi cedido por caminhões-pipa da Prolagos.

O clima na área era de absoluta tensão, porque o quarteirão reúne diversas lojas com produtos altamente inflamáveis, como isopor. E do outro lado da avenida há um posto de gasolina. No entanto, ação dos Bombeiros impediu que uma tragédia de grandes proporções acontecesse.