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Fiscalização precária do mar vira alvo de críticas

Capitania dos Portos ouve Nostradamus e vai fazer acareação

10 janeiro 2017 - 01h30Por Fernanda Carriço I foto: Arquivo Folha
Fiscalização precária do mar vira alvo de críticas

O mar de águas calmas e crista­linas é o responsável pela multidão que se aglomera nesta época do ano em praias da Região dos Lagos. De Búzios a Arraial do Cabo, não há quase espaço nas areias ou no mar que, além dos banhistas, rece­be diversos tipos de embarcações. E além delas, pranchas variadas e canoas dividem o mesmo espaço. Cada um na sua área. Pelo menos assim deveria ser. No último fim de semana, o técnico em equipamentos Gustavo Fiuza, reclamou de falta de fiscalização no mar. Segundo Gus­tavo, o filho e o sobrinho pratica­vam ‘stand-up’ na Praia do Forte quando quase foram atingidos por uma lancha.

– Eles dois se assustaram quan­do a lancha passou e até caíram das pranchas. A lancha poderia ter passado por cima deles. Não tinha fiscalização. Vão esperar que outra  pessoa seja morta no mar? – desa­bafa Gustavo.

O morador da cidade se refere ao trágico acidente que tirou a vida da pequena Maria Luisa Santana Ser­ra, 10 anos, no dia 3 de dezembro, na Praia do Forte. Maria Luisa pas­seava de ‘banana boat’ quando foi decapitada por uma lancha. A triste história, que chocou os moradores da cidade, ainda está sendo apurada pela Capitania dos Portos, que abriu inquérito. Uma acareação entre o condutor da lancha, Nostradamus Pereira Coelho, 65, e o da banana boat, que não teve seu nome divul­gado, vai ser feita nos próximos dias.

Segundo o comandante Jonas Oliveira, Nostradamus já foi ouvido pela Capitania no final do ano pas­sado. No depoimento, Nostradamus afirma que não viu a embarcação e que não estava sob o efeito de álco­ol – inclusive, estaria com os netos na lancha.

–Ele disse que levou um susto. Mas ainda estamos apurando deta­lhes. Quanto à denúncia do Gustavo, vamos apurar, mas vale ressaltar que desde o ocorrido com a Maria Luisa entramos no ‘Plano Verão’ e recebe­mos reforços de três embarcações e 32 militares – informa Jonas.

O capitão, que depois de dois anos à frente da Capitania se despe­de do comando no próximo dia 17 (terça-feira), ressaltou que a fiscali­zação está intensa e que só neste fim de semana, uma lancha e dois jets foram apreendidos.

– Na maior parte das vezes essas apreensões são por conta de falta de habilitação ou documentação ven­cida. Mas pedimos que a população denuncie. Temos equipes de plan­tão 24 horas, é só fazer contato com os telefones 2645-5074 e 2643-2774 – finalizou.