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Fim da greve nas mãos da presidente

Paralisação continua a não ser que Dilma aprove projeto que cobre perdas

15 julho 2015 - 09h20Por Filipe Carbone

A greve dos servidores da Justiça do Trabalho, que completou um mês na última semana, vai continuar até que a presidente Dilma Rousseff (PT) aprove o projeto que cobre as perdas salariais decorrentes da inflação. O prazo limite para a votação do projeto pela presidente é até o dia 21 de julho.
No último dia 30, o Senado aprovou o reajuste de 59,5% do Poder Judiciário nos próximos quatro anos. Segundo as contas do Ministério do Planejamento, o impacto nos cofres do governo seria de R$25,7 bilhões, o que pode dificultar a sanção da presidente Dilma. No entanto, Marcelo Oliveira, da Comissão de Greve, acredita que um veto da presidente causaria um desconforto político.
– Se a Dilma vetar o projeto, vai correr o risco de sofrer uma grande derrota política no Congresso. Por isso, os servidores estão fazendo um grande trabalho na abordagem de políticos. Queremos que isso seja resolvido o mais rápido possível, para que não chegue até
Apesar de a unidade de Cabo Frio do INSS ter aderido à greve nacional do órgão, o serviço à população continua sendo prestado parcialmente na cidade. No entanto, funcionários alertam que é preciso paciência, porque agora o atendimento é realizado por um número menor de pessoas.
– Estamos trabalhando paro dia 21 sem uma termos uma posição tomada pela presidente – diz Marcelo.
Para evitar o veto, os servidores em greve se movimentam e buscam o apoio de deputados e senadores para pressionar a presidente a dar uma resposta positiva ou, ao menos, fazer uma negociação do valor a ser reposto para reduzir o baque nos cofres do governo.
– Sabemos que uma negociação está sendo feita e temos a expectativa que acordo seja feito. Não penso que ela vá vetar, mas, talvez, haja uma proposta para que vete apenas a primeira parcela do reajuste. Queremos que o máximo de mudanças sejam propostas para que ela não fique apenas com o ‘sim’ ou ‘não’ para decidir – afirma.
Se não houver uma posição da presidente sobre o projeto até o final do prazo, ele será automaticamente aprovado. No entanto, caso o projeto seja vetado, ele retorna ao Congresso para que uma sessão conjunta – Câmara e Senado – defina, em decisão conjunta, pela aprovação ou derrubada do projeto.
A greve nacional foi mantida em todo o Brasil. Ao todo, 100 mil servidores em todo o país pedem o reajuste de 59,5% em seis parcelas semestrais, ao longo de 2015, 2016 e 2017.