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TERRA DESEJADA

Fazendeiro obtém reintegração de posse e 58 famílias terão que deixar assentamento em Rio das Ostras

Despejo de 200 trabalhadores rurais pode ocorrer a qualquer momento

20 outubro 2020 - 19h48Por Rodrigo Branco

Por decisão liminar da Justiça de Rio das Ostras, foi concedida na última sexta-feira (16) a reintegração de posse de uma área de 365 mil metros quadrados, na localidade de Cantagalo, onde está montado o acampamento Andorinhas. Com a determinação judicial, 58 famílias de trabalhadores rurais, inclusive com crianças, idosos e deficientes, terão que deixar o local a qualquer momento. Até o fechamento desta reportagem, o 32º Batalhão da Polícia Militar (32º BPM) ainda não havia sido notificado da ordem de despejo.

Segundo a decisão do juiz em exercício Henrique Assumpção Rodrigues de Almeida, a área onde fica o assentamento rural pertence à Fazenda Paraíso, o que foi comprovado por perícia. Além disso, o magistrado afirmou que a posse da terra já havia sido confirmada ao proprietário da fazenda em duas diferentes instâncias judiciais. A questão está na Justiça desde janeiro de 2017.

Desesperados com a iminência de ter que deixar o local e sem ter para onde ir, os moradores do acampamento Andorinhas tentam sensibilizar as autoridades e a opinião pública para reverter a situação. No local, os assentados praticam a agricultura familiar, de onde tiram o próprio sustento e também vendem parte da produção na Feira Periurbana de Búzios e no próprio município de Rio das Ostras.

Um dos principais questionamentos das famílias é que não houve audiência para tratar do assunto e que, desta forma, as trabalhadoras e trabalhadores rurais foram pegos de surpresa. Na manhã desta terça-feira (20), moradores do acampamento gravaram um vídeo e exigiram o direito a um pedaço de terra.

A agricultora familiar Sabrina Barros se preocupa com o destino das 200 pessoas que vivem no assentamento, mas que estão prestes a serem despejadas em plena pandemia.

– São quatro anos que a gente está na terra produzindo, que a gente trabalha para construindo a nossa casinha e, de repente, ver tudo sendo derrubado. São quatro anos que a gente leva nossos produtos saudáveis para a cidade. A gente está muito triste com tudo isso, mas tem que ter fé que tudo vai mudar. Estamos tentando articulação para sensibilizar o poder público, o juiz, para reverter essa situação – explica Sabrina.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados ou responsáveis pela Fazenda Paraíso até o fechamento desta reportagem.

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