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Faixa de areia na Praia do Forte vai voltar ao normal com o tempo, afirma biólogo

Novo aviso de ressaca deixa região em alerta

02 agosto 2019 - 09h02
Faixa de areia na Praia do Forte vai voltar ao normal com o tempo, afirma biólogo

A cena chama a atenção de quem passa pelo calçadão da Praia do Forte. Desde a última ocorrência de ressaca, há quase um mês, a largura da faixa de areia no local está restrita a poucos metros. Segundo o biólogo e ambientalista Eduardo Pimenta, o fenômeno da perda de areia da praia é comum nesta época do ano, embora ele reconheça que foi mais acentuado este ano. O especialista afirma que a situação vai se normalizar a partir da primavera, no fim do mês que vem.

– Historicamente, na primavera-verão, o mar joga areia na praia e aumenta o seu comprimento e, no inverno, em que as condições do tempo são mais severas e as ressacas são mais constantes, o mar retira a areia e a deposita num banco submerso próximo a praia. Eventualmente, por condições climáticas mais severas e prolongadas, o mar retirou muito mais areia do que nos invernos recentes. Isso acabou cavando e retirando toda essa areia, mas ela não foi embora. Continua em bancos de areia a 50, 100 metros da faixa de areia – explica.

Pimenta observa ainda que o aquecimento global e o derretimento das calotas polares têm influência no aumento do nível dos mares e, consequentemente, nos fenômenos das ressacas.

– Recentemente saiu uma pesquisa na revista ‘Nature’ (publicação especializada em ciência) que o aquecimento global tem promovido um derretimento das geleiras não apenas de cima para baixo, mas debaixo para cima. Se a gente considerar que houve uma frente muito severa e prolongada, que pode continuar se repetindo até outubro, quando as ressacas e as frentes frias são mais constantes, houve uma retirada de areia acima da média convencional dos últimos anos, fazendo com que esse cenário se manifestasse. Mas eu tenho certeza absoluta que quando chegar primavera/verão essa areia vai estar depositada ali – conclui.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira, diz que a equipe da secretaria monitora a situação e que trabalha para amenizá-la.

– A gente acompanha. Consegui junto ao Inea uma autorização para colocar areia na praia, principalmente no muro de contenção, onde as pedras rolaram. Começamos, mas tivemos que parar por falta de máquina, mas tem acompanhamento nesse sentido. Pegamos areia de uma faixa mais larga ali do Braga, trazendo para a área do [hotel] Malibu. Mas o avanço do mar é agora, porque ele naturalmente vai recuar – afirma.

 

Boletim da Marinha diz que ondas no litoral do estado podem chegar a quatro metros de altura 

As cidades da Região dos Lagos estão em alerta com o novo aviso de ressaca, que vigora a partir das 9 horas de hoje e vai até as 21 h de amanhã. Segundo um boletim emitido pela Marinha do Brasil, em todo litoral do estado do Rio, as ondas podem chegar a quatro metros de altura, com direção Sudoeste. Um alerta de ventos fortes também foi dado pelos militares e é válido até as 9 horas de amanhã. 

Os cabofrienses ainda têm na memória os efeitos da última ocorrência do tipo, no mês passado. Na Praia do Forte, a água avançou pela faixa de areia que, até agora, está com a largura menor que o normal. Imagens das ondas avançando sobre os banhistas e levando seus pertences viralizaram nas redes sociais há alguns dias e foram veiculadas até na imprensa estrangeira.

Dois postos de salvamento ficaram danificados e precisaram e retirados e pedras de um muro de contenção se soltaram. Em Tamoios, a força das águas aumentou o estrago na orla, que havia sido danificada em março, por conta da maré alta. Por conta disso, a Defesa Civil Municipal pediu que a população evite entrar no mar nessas condições.

O comandante do 18º Grupamento de Bombeiro Militar (18º GBM), tenente-coronel André Siqueira, orienta que os banhistas sempre busquem informações com os guarda-vidas sobre as condições do mar antes de entrar na água. Ele diz que a sinalização com bandeiras vermelhas indica os locais onde há as correntes de retorno, que representam grande risco de afogamentos. O comandante também adverte as pessoas que gostam de ficar nas pedras.

– As pessoas devem evitar a exposição em pedras, uma vez que podem ocorrer acidentes como quedas, seja pelo descuido das pessoas ou por ondas que possam atingir esses locais e acabar arrastando as pessoas para o mar – afirmou.

Em Arraial do Cabo, a prefeitura também fez uma publicação para orientar a população em função das condições meteorológicas adversas. Em caso de emergência, a orientação é procurar um local seguro e acionar a Defesa Civil pelos números 199 ou 153. A última ressaca causou danos na Praia Grande, destruindo parcialmente rampas e a estrutura de um pesqueiro.