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Ex-moradores da região assustam-se com atentado na Inglaterra, mas descartam volta

Entrevistados dizem que ataque em Manchester causou surpresa, mas afirmam que insegurança no Rio é maior

23 maio 2017 - 19h35Por Gabriel Tinoco I Foto: Arquivo Pessoal
Ex-moradores da região assustam-se com atentado na Inglaterra, mas descartam volta

A designer gráfica Tatiana Bastos diz que sensação de segurança na Europa 'mudou um pouco'

Ex-moradores da Região dos Lagos que atualmente residem na Inglaterra foram pegos de surpresa com a notícia do atentado terrorista ocorrido no show da cantora pop Ariana Grande, na Manchester Arena, no começo da noite de anteontem (horário de Brasília). O ato de terrorismo assumido pelo Estado Islâmico matou 22 pessoas e deixou pelo menos 59 feridos por conta de uma explosão.

Os brasileiros permanecem receosos com futuras chacinas, mas garantem que a segurança é maior do que no Rio de Janeiro. A designer gráfica Tatiana Bastos acordou com mensagens preocupadas de familiares e de amigos.

– Hoje (ontem) teve um evacuamento no shopping também. Evacuaram porque acharam um pacote e falaram que tinha gente armada lá. Só hoje mesmo que fiquei assustada. O atentado mudou um pouco a sensação de que Manchester é tranquilo, mas está tudo de boa, eu morava no Rio – conta. 

Quem teve mais trabalho devido ao atentado foi a enfermeira Fabiane Norris, que já morou em Cabo Frio, mas atualmente vive no Reino Unido. Ela observou um movimento maior no hospital em que trabalha.

– Todos os hospitais tiveram mais pacientes. Eu trabalho na área cardíaca. Tiveram que transferir muitos pacientes dessa área porque os outros hospitais estavam recebendo pacientes do atentado – revela.

Ao chegar em casa, a mãe da enfermeira, a professora Alice Baeta, soube da notícia e preferiu manter a calma.

– Cheguei em casa, liguei a televisão e vi o que tava acontecendo: mandei uma mensagem perguntando se estava tudo bem. No dia seguinte, descobri que estava dormindo e ela respondeu dizendo que não havia acontecido nada. Ela mora há 20 anos e esses atentados acontecem esporadicamente. Em compensação, no nosso país morre muito mais gente todo dia. É claro que me preocupo. Mas não tenho esse desespero, até porque notícia ruim chega rápido. Se ela não ligou, é porque estava tudo bem – explica.

O atentado terrorista impactou a estudante aldeense Natália Carriello, que escolheu Londres para morar justamente pela qualidade de vida proporcionada pela capital britânica.

– Fiquei chocada, assim como muitos aqui. O ataque ocorreu em um concerto onde a maior parte do público era de adolescentes e novos adultos. Foi um ato insensível, desumano. Mas atentados ocorrem em todo o mundo. Infelizmente, são mais expostos quando o país tem uma condição financeira maior – critica.

Outro morador da capital que não poupa elogios à segurança é o jogador de futebol Wagner Soares, o Waguinho.

– Londres é um alvo muito grande na Europa, mas o policiamento de lá é muito bom. Então, esses atentados são quase impossíveis de acontecer. Não tenho medo. Lá, sinto uma estabilidade que no Rio de Janeiro nunca vou ter – desabafa o ex-morador de Arraial.