Assine Já
segunda, 01 de março de 2021
Região dos Lagos
29ºmax
21ºmin
Tropical
Tropical mobile
TEMPO REAL Confirmados: 26524 Óbitos: 912
Confirmados Óbitos
Araruama 6711 182
Armação dos Búzios 3191 32
Arraial do Cabo 855 37
Cabo Frio 7394 352
Iguaba Grande 2510 55
São Pedro da Aldeia 3488 126
Saquarema 2375 128
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

Ex-deputado Paulo Melo e empresário são presos por fraudes na Saúde

14 maio 2020 - 10h47Por Redação
Ex-deputado Paulo Melo e empresário são presos por fraudes na Saúde

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto foram presos nesta quarta (14) na Operação Favorito, mais uma etapa da Lava Jato no Rio, cujo objetivo é desmantelar uma organização criminosa acusada de desviar R$ 3,9 milhões dos cofres públicos em compras superfaturadas na Saúde. A investigação apurou indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha.

 Segundo o site G1, Peixoto e Melo já foram sócios. Surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha. O alvo do grupo seria unidades montadas pelo estado, com dinheiro público, no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu.

"Surgiram provas de que a organização criminosa persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o poder público", afirmou a PF.

O nome da operação se deve ao fato de que Mario peixoto celebra, há 10 anos, diversos contratos com o governo do estado, como o de fornecimento de mão de obra terceirizada, desde a gestão de Sérgio Cabral, passando pelo governo de Luiz Fernando Pezão e prosseguindo no de Wilson Witzel. 

De acordo com o Ministério Publico do Rio de Janeiro, os acusados desviaram R$ 3,95 mlihões. Os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria estadual de Saúde, para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O desvio do dinheiro foi feito por meio de pagamentos superfaturados a uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde.

As investigações concluíram que a organização social recebeu, desde 2012, mais de R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio para a gestão das unidades. O ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização. Para montar o esquema, ele teve a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis pela empresa fornecedora de alimentação às unidades de saúde e de outra empresa, fornecedora de insumos hospitalares.

A PF afirma que o grupo pagou ainda vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), deputados estaduais e outros agentes públicos.

O parlamentar, ex-presidente da Alerj, já tinha sido preso em uma etapa anterior da Lava Jato no RJ. Através de interceptações com autorização judicial, investigadores descobriram que pessoas ligadas a Peixoto trocaram informações sobre compras e aquisições dos hospitais de campanha durante a pandemia de covid-19. O contrato foi vencido pela organização social Iabas. 
O fato de planilhas de custos estarem sendo confeccionadas mesmo antes da contratação levantou suspeita de fraudes no processo. 

Segundo a PF, "o grupo criminoso alavancou seus negócios com contratações públicas realizadas por meio das suas inúmeras pessoas jurídicas". Os investigadores afirmam que cooperativas de trabalho e organizações sociais foram, na maioria, "constituídas em nome de interpostas pessoas [laranjas, a fim de permitir a lavagem dos recursos públicos desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos envolvidos". Mário Peixoto foi delatado por Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes. Neto afirmou que Peixoto pagou uma mesada de R$ 200 mil para o TCE entre 2012 e 2013.

 

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.