Assine Já
segunda, 28 de setembro de 2020
Região dos Lagos
35ºmax
20ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8312 Óbitos: 427
Confirmados Óbitos
Araruama 1625 102
Armação dos Búzios 491 10
Arraial do Cabo 252 15
Cabo Frio 2757 145
Iguaba Grande 684 36
São Pedro da Aldeia 1323 51
Saquarema 1180 68
Últimas notícias sobre a COVID-19
colégio

Estudantes defendem colégio Rui Barbosa

Assembleia será contra fechamento da escola

24 setembro 2014 - 11h51Por Nicia Carvalho e Rodrigo Branco|Foto: Nicia Carvalho
Estudantes defendem colégio Rui Barbosa

Engana-se quem acredita que a juventude é alheia aos imbróglios políticos. Pelo menos no que diz respeito à do Colégio Municipal Rui Barbosa, em Cabo Frio, esta máxima não se aplica. Confirmando uma longa tradição de resistência e luta pelos direitos estudantis, os alunos manifestaram descontentamento e criticaram duramente a postura da Secretaria de Educação de extinguir o ensino médio da competência municipal. Por conta disso, uma assembleia, aberta para todos os alunos, professores, funcionários e pais, está agendada para o dia 2 de outubro, às 14h, na Associação Atlética Cabofriense. A pressão pode também chegar à Câmara Municipal, que será responsável por legislar sobre o fechamento do ensino médio municipalizado.

A falta de recursos para manter a escola, principal alegação do governo, é rechaçada pelos jovens. A indignação dos estudantes é resultado da votação ocorrida no último sábado durante o Fórum de Educação, que aprovou a proposta de extinção do segmento. Na prática, representaria o fechamento da instituição. A iniciativa da prefeitura provocou reações que variaram da re-volta  ao descontentamento.

– A gente tem mobilizado os estudantes para evitar esse atentado. Não é por falta de dinheiro. Se fosse, não teria desvio de R$ 600 mil da verba do Fundeb. É, na verdade, uma questão política, pois o Rui sempre esteve à frente das mudanças, como a adoção do uniforme branco, da luta pelo direito ao lanche e ao transporte público gratuito. Como o movimento em Cabo Frio vem crescendo, a prefeitura aproveitou para fazer esse golpe contra o ensino médio – disparou Ruan Vidal, vice-presidente do Grêmio Estudantil do Rui e diretor de Movimentos Sociais da Associação dos Estudantes do Estado do Rio de Janeiro (Aerj).

O estudante Sadi Datsch, 16, destaca a postura do governo.

– Acho vergonhoso. Usam o caráter econômico, que não existe, para disfarçar o cunho político da proposta, que é a desarticulação da escola. É uma vergonha para secretaria de educação votar contra uma escola que é inovadora e tida como exemplo – rebateu o aluno do 2º ano.

– Acho um desrespeito. Nós viemos do ensino fundamental e tiramos boas notas com a intenção de entrar para o Rui Barbosa.  É uma escola que forma cidadãos. Foi nela que criei meu senso de justiça. Será que é por isso que querem acabar com ela? – questionou Laila Tavares, 15.

– O Rui deu início ao grêmio, que incomoda. A prefeitura sempre reprimiu, não por falta de verba, mas sim porque somos questionadores. Como ficam os alunos especiais? Como o estado vai resolver isso? Como os alunos vão se adequar à rede estadual, que tem ensino fraco? Antes de levar a rede pública para o ensino estadual é preciso analisar como ele está – enumerou Janini Rosa, 17, que deseja estudar Letras. 

Pedro Terra, 17, aumenta o coro de reprovação.

– Acho que é uma decisão tomada de forma precipitada, não houve muito estudo. Eles querem cortar custos, mas vão causar a revolta dos alunos, pois é uma escola de muita história. Muitos sonham em entrar para cá – afirmou Pedro Terra, 17 anos, do 3º ano, que tem intenção de cursar Odontologia.

– Sou contra essa proposta. tem um levantamento mostrando que existe verba. É uma desculpa que não cabe. O prejuízo é para os alunos que saem do (ensino) fundamental almejando vir para o Rui. Outras escolas não têm esta qualidade – argumenta Brenda Souza, 17, que pretende fazer vestibular para Medicina.

– É um absurdo. O Rui não surgiu ontem, é uma escola que tem tradição. Meu pai estudou aqui. Fechar uma escola com história na cidade, com militância, é uma incoerência. Tem dinheiro para o turismo e não tem para educação? – disparou Luciana Luiza Quintanilha, 18.

– A escola é muito conceituada, forma pessoas, tem nível bom. Poderia ter mais investimentos, mas é uma boa escola. Os alunos buscam o Rui porque é contestadora e por isso prefeitura se incomoda. Conseguimos passe livre, estamos sempre atrás dos direitos dos estudantes. Por que será essa necessidade de acabar com a escola? Acho estranho – provocou Luiza Sacramento, 17, aluna do 3º ano.

– Acho que é uma decisão tomada de forma precipitada, não houve muito estudo. Eles querem cortar custos, mas vão causar a revolta dos alunos, pois é uma escola de muita história. Muitos sonham em entrar para cá – afirmou Pedro Terra, 17 anos, do 3º ano, que tem intenção de cursar Odontologia.

– Sou contra essa proposta. tem um levantamento mostrando que existe verba. É uma desculpa que não cabe. O prejuízo é para os alunos que saem do (ensino) fundamental almejando vir para o Rui. Outras escolas não têm esta qualidade – argumenta Brenda Souza, 17, que pretende fazer vestibular para Medicina.

– É um absurdo. O Rui não surgiu ontem, é uma escola que tem tradição. Meu pai estudou aqui. Fechar uma escola com história na cidade, com militância, é uma incoerência. Tem dinheiro para o turismo e não tem para educação? – disparou Luciana Luiza Quintanilha, 18.

– A escola é muito conceituada, forma pessoas, tem nível bom. Poderia ter mais investimentos, mas é uma boa escola. Os alunos buscam o Rui porque é contestadora e por isso prefeitura se incomoda. Conseguimos passe livre, estamos sempre atrás dos direitos dos estudantes. Por que será essa necessidade de acabar com a escola? Acho estranho – provocou Luiza Sacramento, 17, aluna do 3º ano.