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dívida

Estado do Rio deve mais de R$ 2 bilhões ao funcionalismo só em 2017

Na região, 3.097 servidores sofrem com efeitos da crise econômica

06 julho 2017 - 14h48Por Redação I Foto: Divulgação
Estado do Rio deve mais de R$ 2 bilhões ao funcionalismo só em 2017

A dívida do Governo do Estado com o funcionalismo ultrapassou a barreira dos R$ 2 bilhões apenas nos seis primeiros meses do ano. Da gigantesca quantia fazem parte os salários de abril e maio, que não foram pagos, além de parte do 13º salário de 2016.

O professor cabofriense Fábio André Cardoso é um dos que acumula dívidas por causa do descalabro financeiro do Governo Estadual. Atualmente coordenador do curso de Língua Portuguesa da Universidade do Estado do Rio (Uerj), Fábio afirma que tem que escolher entre as despesas mais urgentes por causa do rombo no orçamento doméstico. Ele se preocupa ainda com a situação de alunos bolsistas.

– Tivemos que contar com a boa vontade dos professores porque o governo não pagou as bolsas e muitos bolsistas sequer tiveram condições de frequentar as aulas – diz o professor da unidade, que passa por vários problemas de estrutura e ficou mais de um ano fechada.

Na rede há quase 30 anos, a professora Denize Alvarenga é uma dos 3.097 servidores estaduais que atuam na região. A verba do Fundeb permite que os salários dos servidores da ativa, caso de Denize, fiquem em dia. No entanto, a falta de investimentos por parte do Estado contribuiu para o ‘sucateamento’ do setor de Educação.

– A situação foi piorando a cada ano, mas agora, de uns 10 anos para cá, a precarização chegou a níveis alarmantes. A gente mal consegue trabalhar. Não há nenhuma infraestrutura nas escolas. Não há sequer professor. É um ato de heroísmo, por parte de alunos e professores, sobreviver a esse caos – desabafa.

A situação também é muito difícil para os inativos. A aposentada Eloísa de Campos, 66, sobrevive de outro benefício e da ajuda de familiares para sobreviver.

– Considero que sou até privilegiada. Tenho colegas que não têm dinheiro nem para comprar remédios – afirma.

Na área de segurança, os problemas não são menores. Os salários de policiais civis e militares também têm atrasado. Embora o comando do 25º Batalhão negue qualquer interferência no patrulhamento, um terço da frota está parada por falta de manutenção. A informação foi publicada em matéria que saiu na edição do último dia 20.

Um policial, que prefere não se identificar, confirma a falta de estrutura no quartel. A fonte diz que a munição é racionada e os equipamentos estão defasados. Sem contar com a falta de capacitação, reciclagem e apoio psicológico. 

– Hoje o policial depende dos favores de empresários e empresas de auto peças, pneus e oficinas para não ter as viaturas sucateadas de vez, pois os batalhões não tem verba para a manutenção das viaturas – lamenta.

O Governo espera que o acordo de Recuperação Fiscal junto à União ajude a salvação as contas públicas e a garantir o pagamento dos atrasados. Contudo, a saída é criticada pelos servidores já que o acordo vem junto com um pacote de arrocho que prevê congelamento de salários e aumento de desconto previdenciário.