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HISTÓRIA SOBRE TRILHOS

Conheça a história da antiga Estação férrea de Tamoios, que é um dos segredos de Cabo Frio

Achado do historiador Acioli Júnior descortina parte da história da cidade que ainda não é contada

05 dezembro 2021 - 14h00Por Redação

Cabo Frio ainda possui muitas histórias a serem descobertas. Você sabia, por exemplo, que a cidade possui três estações de trem, e não duas? E sabia que uma dessas estações fica no distrito de Tamoios, em Campos Novos, numa área da Marinha? A descoberta é recente. Foi feita em 9 de maio de 2017 pelo professor e historiador Acioli Júnior. Segundo ele, a Marinha e o poder público desconhecem essa estação de trem.

– Eu a encontrei por acaso. Estava participando de um Conselho de Classe em Rio das Ostras. Como muitos professores são oriundos de Casimiro de Abreu, e principalmente 13 de novembro a 18 de novembro de 2021 Achado do historiador Acioli Júnior descortina parte da história da cidade que ainda não é contada do distrito Barra de São João, aproveitei para entrevistá-los sobre a Ponte Caída de Barra. Queria saber quando ela foi construída, quem a mandou construir, qual a finalidade de sua construção e, principalmente, quando ela caiu. As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, porém, não souberam responder a data da queda da ponte. Mas me indicaram uma senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, que seria profunda conhecedora da história e causos da localidade. Após o fim do conselho de classe, fui na casa dessa senhora, mas já era quase noite e chovia. Então, me dirigi a Campos Novos. Fui João, era servir como ferrovia, e não como rodovia, elas me falaram que havia uma estação ferroviária bem perto, em área da Marinha, próxima de uma escola pública municipal em Tamoios. Foi a primeira vez que ouvi sobre esse monumento histórico, e que não constava de nenhum livro de história de Cabo Frio. E olha que não são muitos e já os li todos – contou o historiador.

Motivado pela curiosidade e pela descoberta fascinante, Acioli não pensou duas vezes: foi até o local, encontrou o que sobrou da estação e registrou em fotografia. A descoberta, no entanto, causou nele um misto de alegria e tristeza.

– É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado há quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheçam. Ele está há décadas imperceptível, abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância.

 Desde 2017 o historiador busca novas informações sobre a estação de Campos Novos. Por diversas vezes, Acioli tentou levar um grupo de amigos e professores para conhecê-la, através do projeto de City Tour Histórico e Trilha de Ecoturismo, que faz desde 2016, mas nunca teve autorização para retornar ao local.

– Quando achei a estação, em 2017, foi sem autorização da Marinha, simplesmente pela vontade de torná-la conhecida de todos. Desde então, venho tentando retornar. O problema é que mesmo estando em área da Marinha (União), eles alegam desconhecer essa estação e não permitem minha entrada. A última tentativa foi há pouco mais de um mês, através de um tenente da Marinha, mas infelizmente ainda não obtive retorno do Comandante.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Maricá (EFM) tinha interesse em alcançar o município de Macaé. Para isso, foi criado o posto Telegráfico Fonseca no Km 156, de onde partiria a linha férrea em direção a Macaé, atravessando Campos Novos, Rio das Ostras, Barra de São João e Rio Dourado, margeando a rodovia. Construída em 1940, a Estação Ferroviária de Campos Novos, assim como a de Barra de São João, faria parte do trajeto da Estrada de Ferro Maricá, mas as duas nunca foram utilizadas – deferentemente da Estação Principal, no bairro Jacaré, e da Estação do Fonseca, na Boca do Mato, ambas construídas em 1937 e desativadas em 1966.

Segundo Acioli, as duas últimas foram construídas para levar passageiros, e principalmente para escoar a produção salineira na região, já que na época não havia a Rodovia Amaral Peixoto, construída nos anos de 1940.

– Infelizmente as duas estações do primeiro distrito de Cabo Frio caíram nas mãos de particulares: a do bairro Jacaré está à venda por R$ 6 milhões, com placa de venda na sua entrada. Já a Estação do Fonseca, tem uma família morando nela há muitos anos, e o pior, começaram uma obra, há poucos meses, desabafou o historiador, que lançou recentemente o livro ‘Roteiro Ambiental e Patrimonial da Cidade de Cabo Frio’.

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