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Luis Lindenberg

Escola Luis Lindenberg será reaberta em meio turno nesta quinta (22)

Segundo a direção, Educação prometeu melhorias na estrutura e na segurança

21 setembro 2016 - 09h11Por Rodrigo Branco I Foto: Reprodução
Escola Luis Lindenberg será reaberta em meio turno nesta quinta (22)

Reaberto, mas não com força total, uma vez que a greve dos funcionários da Educação continua. Apesar de não ser o cenário ideal, a escola municipal Luis Lindenberg, no Guarani, voltará a receber aulas em meio turno a partir de amanhã, depois de 12 dias apenas com expediente administrativo na secretaria.

A decisão de retomar as atividades em sala de aula aconteceu após uma reunião realizada na última quinta entre a direção do colégio e a secretária municipal de Educação, Luana Ferreira, que prometeu algumas melhorias na infraestrutura e também a recontratação de cinco dos 16 funcionários que haviam sido demitidos em julho. Entre os reintegrados, inspetores e auxiliares de serviços gerais. De acordo com o diretor da unidade, Breno Azevedo, três servidores já haviam retornado ao trabalho na escola.

– É preciso enfatizar que tomamos a decisão de suspender as aulas para garantir a segurança dos alunos e tivemos o respaldo de toda a comunidade escolar. Diante das promessas, decidimos retornar. Mesmo sem as condições essenciais, já há condições mínimas de retomar as aulas – explica o diretor.

Além da recontratação dos funcionários, outros compromissos foram firmados pela secretaria de Educação como o aumento da segurança na escola, que é frequentemente invadida e furtada, por meio da presença mais ostensiva da Guarda Municipal. Além disso, a secretária prometeu liberar parte das verbas atrasadas de manutenção, material e merenda até a próxima semana. O retorno de uma supervisora escolar, cargo de que a escola estava carente desde o começo do ano também foi confirmado.

Por fim, os serviços de limpeza de fossas e esgotos que estavam paralisados também serão retomados e, além disso, a secretaria vai estudar a viabilidade de fornecer o material para a reconstrução de um muro interno da unidade que caiu.
– Não é o ideal, mas ajuda – admite o diretor.

Por outro lado, obras estruturais foram descartadas pois, segundo a secretaria, não há verba nem tempo hábil para a abertura e conclusão de licitação. Por isso, reformas consideradas emergenciais pela direção como a do muro externo da escola, no telhado, na quadra e de levantamento do piso terão que ficar para o próximo governo.

Enquanto as melhorias não colocadas em prática, funcionários e pais de alunos farão hoje um mutirão de limpeza na escola para deixá-la em condições de receber os estudantes.

De acordo com o sindicato dos Profissionais da Educação, as escolas municipais São Cristóvão; Robinson Azevedo, no Parque Burle; Talita Hernandes Perelló e Leaquim Schuindt, ambas no Jardim Esperança, permanecem fechadas, sem condições de receber aulas.